PCP acusa plano de saúde da Sonae de publicidade enganosa

O PCP questionou os ministérios da Economia e da Saúde sobre publicidade enganosa e violação das regras da concorrência do plano de saúde Well’s, lançado em outubro pela Sonae, associado ao cartão Continente.

PCP acusa plano de saúde da Sonae de publicidade enganosa

Lisboa, 01 jan (Lusa) – O PCP questionou os ministérios da Economia e da Saúde sobre publicidade enganosa e violação das regras da concorrência do plano de saúde Well’s, lançado em outubro pela Sonae, associado ao cartão Continente.


Nas perguntas dirigidas ao Ministério da Economia, o grupo parlamentar do PCP quer saber qual a apreciação que a Autoridade da Concorrência, a ASAE e a Comissão Nacional de Proteção de Dados estão a fazer da campanha ao novo plano de saúde, enquanto à Saúde pergunta se está a acompanhar este plano.


A Sonae lançou em outubro um plano de saúde para titulares do cartão Continente que, numa parceria com a seguradora AdvanceCare, atribui descontos em serviços de saúde privados e traduz a aposta do grupo na área do bem-estar.


“Temos uma estratégia clara na área da saúde e do bem-estar, que é uma nova avenida de crescimento, e esta é a primeira materialização dessa estratégia”, afirmou então em declarações à agência Lusa a administradora da Sonae MC responsável por este segmento.


De acordo com o grupo parlamentar comunista, a informação prestada na página da Wells, para aceder ao plano “basta ter efetuado uma média mensal de 50 euros em compras nos últimos seis meses com o seu cartão Continente, nas lojas Continente, Well’s e/ou Meu Super, para estar abrangido pelo plano de saúde durante os seis meses seguintes”.


Isto é, para ter descontos na ordem dos 40% em cuidados de saúde, os subscritores têm que ter gasto pelo menos 300 euros nos seis meses anteriores, o que “não é claramente fornecida, pelo que podemos estar perante publicidade enganosa”.


Na missiva, o PCP aponta que associar o plano de saúde a compras no montante igual ou superior a 300 euros “poderá significar a prática de venda de mercadorias ou serviços abaixo do seu custo nas referidas lojas do grupo Sonae ou nos prestadores de saúde convencionados”.


“A confirmar-se, este facto corresponderá a uma prática identificada como violação da concorrência e manipulação do mercado prevista no Código da Concorrência”, denuncia o partido.



JNM /(PD) // CC


Lusa/fim

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