França Insubmissa foi o que mais contribuiu para vitória de Macron – Marisa Matias

A eurodeputada portuguesa Marisa Matias mostrou-se preocupada com a “consolidação da extrema-direita” em França e assinalou que o movimento França Insubmissa, que apoiou, foi o que mais contribuiu, em votos reais, para a vitória de Emmanuel Macron nas presidenciais.

França Insubmissa foi o que mais contribuiu para vitória de Macron - Marisa Matias

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Lisboa, 07 mai (Lusa) — A eurodeputada portuguesa Marisa Matias mostrou-se preocupada com a “consolidação da extrema-direita” em França e assinalou que o movimento França Insubmissa, que apoiou, foi o que mais contribuiu, em votos reais, para a vitória de Emmanuel Macron nas presidenciais.


Para a eurodeputada do Bloco de Esquerda, a vitória de Emmanuel Macron, que hoje foi eleito Presidente de França na segunda volta das eleições, derrotando Marine Le Pen (extrema-direita), permite “desfazer os mitos criados em torno da posição do movimento França Insubmissa” (extrema-esquerda), cujo líder, Jean-Luc Mélenchon, não apelou ao voto em nenhum dos candidatos que passaram à segunda volta.


Em declarações à Lusa, Marisa Matias destacou que “a candidatura que mais votos, em termos reais, transferiu e permitiu a vitória de Emmanuel Macron foi a candidatura da França Insubmissa”.


“Em termos percentuais há uma maior transferência dos votos de Benoît Hamon [socialista] para Macron, mas em termos de votos reais há um peso muito maior” dos eleitores do França Insubmissa, movimento que apoiou, acrescentou a eurodeputada.


Dentro desta candidatura, há também “uma abstenção elevada”, reconheceu.


“A transferência de votos para Marine Le Pen veio, como seria de esperar, da direita e não da esquerda”, sublinhou.


Sobre a opção deste movimento de não apoiar nenhum dos candidatos na segunda volta, Marisa Matias defendeu que “deveria ter havido uma maior clareza, para que não houvesse equívocos sobre a posição de Jean-Luc Mélenchon face à extrema-direita, de que é um dos maiores combatentes”.


“Se estivesse em França teria declarado o voto em Emmanuel Macron, a contragosto, mas tê-lo-ia feito porque não podemos permitir a naturalização da extrema-direita como uma alternativa democrática, porque não o é, é a antítese da democracia”, salientou.


O centrista Emmanuel Macron foi eleito Presidente de França com um intervalo entre 65,5 a 66,1% dos votos, segundo as primeiras projeções divulgadas após o fecho das urnas.


As estimativas atribuem a Marine Le Pen uma votação entre 33,9% e 34,5%.



JH // PJA

By Impala News / Lusa

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