“No alvo” de Thomas Bernhard no Teatro Meridional sexta-feira e sábado
A peça “No alvo”, de Thomas Bernhard, é uma das três obras que a Companhia de Teatro de Braga apresenta até domingo no Teatro Meridional, em Lisboa.
Lisboa, 27 abr (Lusa) – A peça “No alvo”, de Thomas Bernhard, é uma das três obras que a Companhia de Teatro de Braga apresenta até domingo no Teatro Meridional, em Lisboa.
“No alvo” está em cena na sexta-feira e no sábado, às 21:30, e a peça gira em torno de “personagens asfixiadas em casacas de medo que investem contra a cidade”, para quem “o desamor ou ódio” são a estratégia que resta para a sobrevivência.
Nesta peça, mãe e filha vivem juntas num apartamento na cidade. O pai, um bem-sucedido proprietário de uma fábrica, morrera.
Há décadas que mãe e filha fazem a mesma viagem no verão para passarem férias numa casa junto ao mar. Há, porém, um ano em que convidam um jovem dramaturgo a fazer férias com elas.
Na companhia do jovem dramaturgo, a mãe procura encontrar um sentido para o seu passado, recordando a relação que tinha com o marido e o filho que lhes morreu ainda muito novo, em idade de berço.
“No alvo” é a quarta incursão do diretor e encenador da Companhia de Teatro de Braga, Rui Madeira, no universo da dramaturgia de Thomas Bernhard, depois de ter encenado “A força do hábito” em 1994 para o Teatro Experimental do Porto, e “Antes da Reforma” e “Simplesmente complicado” para a Companhia de Teatro de Braga, em 1996 e 2006, respetivamente.
“No alvo” é interpretada por Eduarda Filipa, Frederico Bustorff, Sílvia Brito e Solange Sá, tem coreografia de Alberto Péssimo e Jorge Gonçalves, e figurinos de Manuela Bronze.
Esta peça sucede a “Ainda o último judeu e outros”, de Abel Neves, que esteve em cena na quarta-feira e hoje.
No domingo, o terceiro e último dia em que o Meridional acolhe a Companhia de Teatro de Braga, estará em cena “Justiça”, de Camilo Castelo Branco.
Encenada por Rui Madeira e interpretada por André Laires, António Jorge, Carlos Feio, Eduarda Filipa, Jaime Monsanto, Rogério Boane e Solange Sá, a peça é representada às 16:00, tem cenografia de João Dionísio e figurinos de Manuela Bronze.
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By Impala News / Lusa