Quem impediu trabalhadores da segurança de aeroportos de irem a plenário respondem na Justiça – CGTP

O secretário-geral da CGTP garantiu que os supervisores de empresas privadas de segurança e vigilância que terão impedido trabalhadores de participar num plenário no aeroporto de Lisboa poderão ser levados à Justiça.

Quem impediu trabalhadores da segurança de aeroportos de irem a plenário respondem na Justiça - CGTP

Lisboa, 13 abr (Lusa) — O secretário-geral da CGTP garantiu hoje que os supervisores de empresas privadas de segurança e vigilância que terão impedido trabalhadores de participar num plenário no aeroporto de Lisboa poderão ser levados à Justiça.


“E se estas empresas estão a violar a lei, esta situação não vai ficar esquecida, e muito menos aqueles que o fizeram, se não recuarem rapidamente, vão ter que responder perante a Justiça”, afirmou.


Arménio Carlos reagia às acusações do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) de que trabalhadores foram ameaçados com processos disciplinares se participassem no plenário, sob acusação de abandono do posto de trabalho.


O SITAVA criticou ainda a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) por não aceitar telefonicamente a sua queixa e exigir uma marcação para que a acusação fosse aceite.


“Quanto à ACT se não assume a sua responsabilidade, torna-se cúmplice do infrator e da ilegalidade. A ACT existe não para facilitar a violação das leis, mas para exigir o cumprimento das leis”, argumentou.


O dirigente sindical juntou-se ao plenário de várias dezenas de trabalhadores das empresas privadas de segurança e vigilância dos aeroportos, que hoje iniciaram uma greve parcial, de duas horas em cada turno, e que se prolonga até segunda-feira.


Aos jornalistas, Arménio Carlos indicou que os diversos representantes dos ministérios foram os “primeiros a reconhecer que nesta fase de negociação só houve uma parte que quis negociar e acordar: os sindicatos”.


“Da outra parte só houve bloqueios e boicotes, por isso é altura também do Governo assumir junto das empresas, que sendo multinacionais, ou não, não se podem sobrepor à lei, nem pôr a contratação coletiva em causa e questionar direitos fundamentais dos trabalhadores”, afirmou.


Armando Costa, do SITAVA, informou que a adesão em Lisboa rondou os 60%, “o máximo que poderia ter devido aos serviços mínimos” decretados pelo Governo e que assim “se colocou ao lado dos interesses económicos e das empresas”.


No Porto, a paralisação no primeiro de cinco dias de greve rondou os 50%.


Armando Costa afirmou não ter havido perturbações para os passageiros, garantindo não ser esse o objetivo da greve, mas sim alcançar um contrato coletivo para acabar com a precariedade e melhorar salários e horários.



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By Impala News / Lusa

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