Centeno não espera impacto no défice e na dívida nos primeiros meses após a venda do Novo Banco
O ministro das Finanças, Mário Centeno, disse acreditar que não haverá impacto no défice público e na dívida nos “primeiros tempos” após a venda do Novo Banco, devido à existência de “uma almofada de capital”.
Lisboa, 12 abr (lusa) — O ministro das Finanças, Mário Centeno, disse hoje acreditar que não haverá impacto no défice público e na dívida nos “primeiros tempos” após a venda do Novo Banco, devido à existência de “uma almofada de capital”.
No entanto, Centeno admite essa “contingência” e que ela será avaliada anualmente aquando da preparação do Orçamento do Estado.
O governante falava durante uma audição na Comissão de Orçamento e Finanças sobre o negócio da venda do Novo Banco e quando questionado pela deputada do CDS, Cecília Meireles, sobre “qual o impacto previsível na dívida e no défice” da operação.
“O impacto futuro no défice e na dívida será o que resultar do mecanismo [de partilha de riscos]. Dada a existência de uma almofada de capital, não se espera que nos primeiros meses ou trimestres exista essa contingência”, disse o ministro referindo que o mecanismo permite que seja revisto anualmente, durante a preparação do Orçamento do Estado.
“Isto dá previsibilidade e permite transparência”, disse.
“As expectativas são as de que não haja nenhuma injeção de capital”, disse, acrescentando, no entanto, que “os riscos estão presentes, têm de ser seguidos e continuamente mitigados”.
“Devemos seguir atentamente esta questão nos próximos tempos. É algo que deve merecer a nossa melhor atenção”, concluiu.
Já antes, numa resposta à deputada do Bloco de Esquerda Mariana Mortágua, Mário Centeno tinha afirmado que o Novo Banco tem uma “almofada” de 1.000 a 1.200 milhões de euros para “ativos problemáticos”, explicando que enquanto não existirem perdas que atinjam estes valores não haverá injeção do Fundo de Resolução do banco.
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By Impala News / Lusa