Oferta de carne de aves ultrapassou pela primeira vez a de suínos – INE

A oferta de carne de aves ultrapassou pela primeira vez a dos suínos, segundo a Balança Alimentar Portuguesa (BAP), hoje divulgada pelo INE, que aponta um aumento sustentado da disponibilidade desta carne entre 2012 e 2016.

Oferta de carne de aves ultrapassou pela primeira vez a de suínos - INE

Lisboa, 07 abr (Lusa) — A oferta de carne de aves ultrapassou pela primeira vez a dos suínos, segundo a Balança Alimentar Portuguesa (BAP), hoje divulgada pelo INE, que aponta um aumento sustentado da disponibilidade desta carne entre 2012 e 2016.


Neste período, verificou-se “um aumento sustentado das disponibilidades de carne de animais de capoeira (16,1%), assim como das disponibilidades de carne de bovino (8,6%)”, refere o documento do Instituto Nacional de Estatística (INE).


Em 2016, a oferta de carne de aves fixou-se em 85,2 gramas diárias por habitante (31,1 quilogramas por pessoa por ano), o que se traduziu em mais 11,8 gramas por dia face a 2012, equivalente a mais 4,3 quilogramas por ano.


O consumo de carne de bovino para o mesmo ano foi 47,9 gramas diários por habitante, mais 3,8 gramas face a 2012.


Já a quantidade disponível de carne de suíno em 2016 foi a menor desde 1998, abaixo do valor registado em 2012, salienta o INE.


A Balança Alimentar Portuguesa comparou o período 2012-2016 com o período 2008-2011, tendo verificado que a “carne de animais de capoeira” passou “da segunda mais importante”, com 32,6% das disponibilidades médias em 2008-2011, para primeiro lugar no quinquénio seguinte, com 36,7% (mais 4,1 pontos percentuais).


A oferta desta carne ultrapassou a de suíno que, no período 2012-2016, representou 31,5% das disponibilidades médias totais – menos 1,4 pontos percentuais (pp) face ao período anterior.


A perda de importância face ao total das disponibilidades médias entre estes períodos estendeu-se às restantes espécies, tendo a carne de bovino, que manteve a terceira posição, perdido 1,2 pp.


Quanto à oferta de pescado, os dados indicam que recuperou, entre 2014 e 2016, tendo aumentado 11,8% neste período.


Relativamente ao consumo de bebidas em Portugal, o INE refere que, em 2016, cada residente tinha disponível 580,3 mililitros (ml) por dia de bebidas não alcoólicas (em média, 547,7 ml/hab/dia no período 2012-2016).


Já as quantidades diárias disponíveis de bebidas alcoólicas por habitante situaram-se, no ano passado, em 276,1 mililitros.


O estudo verificou uma redução das disponibilidades de todas as bebidas alcoólicas entre 2012 e 2016 relativamente à média das disponibilidades do período 2008-2011.


A cerveja continuou a ser a bebida alcoólica com maior quantidade disponível para consumo, correspondendo a 50,5% das quantidades totais disponíveis para consumo das bebidas alcoólicas em 2016 (139,5 ml/hab/dia).


A BAP destaca ainda que o Índice Adesão à Dieta Mediterrânica decresceu 4% entre 2012 e 2014.


A partir de 2014 e até 2016, o índice aumentou 2,8%, revelando uma recuperação face ao padrão desta dieta.



HN // JLG


By Impala News / Lusa