Brasil reafirma aposta na indústria bélica e oferece financiamento a importadores estrangeiros

O Brasil reafirmou na terça-feira a sua aposta com o desenvolvimento da indústria militar e comprometeu-se a oferecer financiamento aos países que importem armas e outros equipamentos bélicos de fabricantes brasileiros.

Brasil reafirma aposta na indústria bélica e oferece financiamento a importadores estrangeiros

Rio de Janeiro, Brasil, 05 abr (Lusa) — O Brasil reafirmou na terça-feira a sua aposta com o desenvolvimento da indústria militar e comprometeu-se a oferecer financiamento aos países que importem armas e outros equipamentos bélicos de fabricantes brasileiros.


O Presidente Michel Temer visitou na terça-feira a LAAD Defesa e Segurança, a maior feira do setor na América Latina, e destacou a importância que a indústria militar tem na economia do Brasil, onde gera 60 mil empregos diretos e 240 mil indiretos.


Em declarações à imprensa, o Temer sublinhou que se trata de “uma feira internacional em que se exibem os produtos de defesa mais avançados tecnologicamente” e manifestou a sua satisfação por esta decorrer no Rio de Janeiro, já que permite que “os produtos brasileiros sejam conhecidos no exterior”.


Temer disse ter esperança que a indústria bélica brasileira ajude na recuperação da economia do país, e afirmou que “há um aumento da confiança” de que a indústria voltará aos níveis anteriores à crise económica.


Durante a sua visita, o governante teve oportunidade de conhecer o ‘stand’ da empresa brasileira Embraer, o terceiro maior fabricante de aviões do mundo.


A 11.ª edição da feira, a maior do setor na América Latina, reúne no Rio de Janeiro cerca de 600 fabricantes de armas e equipamentos militares de todo o mundo e 195 delegações oficiais de 85 países.


O Governo brasileiro aproveitou a presença das delegações estrangeiras para anunciar uma linha de crédito específica para os clientes estrangeiros dos fabricantes brasileiros.


“Precisamos dotar o setor de uma política específica, com instrumentos robustos, que confiram maior eficiência nas nossas relações comerciais”, disse o ministro da Defesa brasileiro, Raúl Jungmann, na cerimónia de abertura da feira.


Além da criação de uma linha de crédito para os clientes internacionais, o Brasil vai oferecer instrumentos de seguro aos fabricantes nacionais e criar um grupo especial dentro da Câmara do Comércio Exterior para se focar no setor da defesa.


O ministro acrescentou que a criação de incentivos governamentais para o setor da Defesa pretende aumentar a competitividade dos fabricantes brasileiros e elevar a sua participação no mercado internacional.


“A criação de uma política de Estado se faz necessária porque a venda de produtos militares não se dá entre empresas e consumidores, mas entre países”, afirmou.


A nova política de incentivos foi desenhada em conjunto pelos ministros da Defesa, Finanças, Negócios Estrangeiros, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.


Esta edição da LAAD, que se prolonga até sexta-feira, superou os números da anterior, em 2015, quando reuniu 170 delegados de 74 países.



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By Impala News / Lusa

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