Vale vende parte dos ativos em Moçambique à Mitsui por 717 milhões de euros
A Companhia brasileira Vale vendeu parte dos seus ativos no projeto de carvão de Moatize, província de Tete, centro de Moçambique, à japonesa Mitsui por 770 milhões de dólares (717 milhões de euros), anunciou a empresa mineira.
Maputo, 30 mar (Lusa) – A Companhia brasileira Vale vendeu parte dos seus ativos no projeto de carvão de Moatize, província de Tete, centro de Moçambique, à japonesa Mitsui por 770 milhões de dólares (717 milhões de euros), anunciou a empresa mineira.
Num comunicado divulgado na sua página na Internet, a Vale informa que recebeu na segunda-feira 733 milhões de dólares da Mitsui (683 milhões de euros), correspondentes a uma porção dos seus ativos na mina de Moatize e no Corredor Logístico de Nacala (CLN), que escoa o carvão extraído da concessão.
“O montante remanescente será pago pela Mitsui mediante a conclusão do projeto financeiro”, refere a nota de imprensa, que não especifica a parcela dos ativos transacionados entre as duas companhias.
A Vale, prossegue a nota, reafirma a importância estratégica da parceria com a Mitsui e manifesta confiança no fortalecimento da relação entre as duas empresas.
Há três anos, a Vale anunciou que estava a negociar a venda à Mitsui de 15% dos 95% que detém na sua mina em Moatize e de metade que controla no CLN.
Cinco por cento da mina da Vale em Moatize são detidos pelo Estado moçambicano.
O CLN compreende um terminal de carvão no porto de Nacala, província de Nampula, norte de Moçambique, e uma linha férrea entre Moatize e Nacala, que passa por Malaui
O Corredor Logístico de Nacala é detido em 50% pela Vale e a outra metade é controlada pelo Estado moçambicano, através da empresa Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM).
Em 2016, a Vale produziu cinco milhões de toneladas de carvão na mina de Moatize, de uma capacidade instalada de 11 milhões de toneladas.
PMA // EL
By Impala News / Lusa