Destino Maior: Eduardo expulsa Lúcia do palacete
Desiludido com as mentiras de Lúcia, o Ferreira do Vale impede-a também de dizer adeus a Matilde.
Celeste encontra um papel que prova que Lúcia mentiu sobre ter um curso superior para conseguir o emprego. Lúcia admite a mentira mas garante que vai contar a verdade assim que ganhar a confiança da família. Já de manhã, na capela, Lúcia reza pela recuperação da irmã e pede a Nossa Senhora que não a abandone. Na prisão, Samuel continua desnorteado com o que aconteceu e teme perder a condicional. Vasco aconselha-o a mostrar arrependimento e a portar-se bem dali em diante, na esperança de minimizar as consequências.
Na cozinha do palacete, Aida insiste junto de Eduardo que Lúcia representa um risco e deve ser afastada de Matilde. Eduardo defende que o que importa é a forma como a filha reage à presença de Lúcia e pede a Aida que pare de interferir nas suas decisões. Natália encontra Matilde a desenhar um retrato de Lúcia, sem vontade de comer ou de falar. Teresa tenta que Matilde lhe conte o que se passou realmente mas ela bloqueia e refugia-se no chão. Na piscina, Eduardo está a nadar quando Fred o interrompe com uma decisão urgente sobre um novo cliente e acaba por convencê-lo a avançar com o negócio. Antes de se ir embora, Eduardo pergunta ao amigo se confia no seu instinto porque o dele diz-lhe para confiar em Lúcia, apesar de todas as provas apontarem contra ela.
Destino Maior: Eduardo expulsa Lúcia do palacete
No quarto, Vera guarda numa caixa, com fundo falso, várias fotografias rasgadas de Mariana e Eduardo. Quando Eduardo aparece, Vera disfarça rapidamente e volta a insistir para que afaste Lúcia de casa, sob pretexto de estar preocupada com Matilde. David surpreende Celeste a tentar esconder uma televisão nova e percebe que foi ela quem roubou o dinheiro a Elsa e Lúcia. David perde a cabeça, obriga-a a devolver o aparelho e a repor o valor em falta. Quando Celeste lhe pergunta o que quer que ela faça, David avisa-a que deve ir trabalhar e entregar-lhe todo o dinheiro que ganhar para pagar a sua dívida.
Lúcia segue de mota, com a mochila de Elsa às costas, a caminho de casa dos Ferreira do Vale. Vera tenta impedir Lúcia de entrar ao serviço e informa-a de que está despedida. Lúcia recusa-se a aceitar ordens de quem não a contratou e avança, apesar dos protestos de Vera. Eduardo surge e pede para falar com Lúcia. Já na sala de estar, Eduardo confronta Lúcia com a mentira sobre a licenciatura e com o cadastro por furto que esta lhe escondeu. Perante Matilde, que confirma sob o olhar intimidador de Vera que foi Lúcia quem lhe deu a fotografia de Mariana, Eduardo sente-se encurralado e toma a decisão de despedir Lúcia pois não pode ter a filha perto de alguém em quem não confia. Vera assiste, triunfante.
Matilde tenta compor fotografia rasgada
No seu quarto, Matilde tenta compor a fotografia rasgada da mãe mas esconde tudo assim que Vera entra. Vera diz-lhe que Lúcia se vai embora e que, quando ela casar com Eduardo, Matilde irá para um colégio interno. Matilde chora, em silêncio. Na sala de estar, Eduardo confronta Lúcia e estende-lhe um envelope com o pagamento do trabalho feito. Ela recusa o dinheiro e admite que mentiu mas nunca prejudicou ninguém, muito menos Matilde. Eduardo acusa-a de ter mentido sobre as qualificações, sobre o passado e sobre a fotografia de Mariana e afirma que está desiludido. Quando Lúcia tenta ir despedir-se de Matilde, Eduardo barra-lhe o caminho e proíbe qualquer contacto entre as duas. Lúcia insiste em ir dizer adeus mas Eduardo manda-a recolher as suas coisas e sair.
Já nas traseiras da casa, Lúcia despede-se de Natália e pede-lhe que dê um beijinho a Matilde. Aparenta afastar-se mas volta atrás, apanha umas pedrinhas do chão e atira-as à janela do quarto da Matilde, na esperança de chamar a sua atenção. Lúcia é surpreendida por Aida, que a acusa de ser uma impostora e a avisa que, se voltar a aproximar-se daquela casa, terá de lidar com a polícia. Lúcia responde que as suas intenções nunca foram más mas acaba por afastar-se. Um flashback revela o momento em que Aida conta a Eduardo que Lúcia não tem licenciatura e tem cadastro. Eduardo fica em silêncio, tomado pela fúria, enquanto Aida insiste que devem preocupar-se com o bem-estar de Matilde.
Celeste chega da rua
Em casa dos Cruz, Celeste chega da rua com pão fresco e correspondência, sem reparar que David a espera com má cara. Ele diz-lhe que decidiu não contar às sobrinhas que a madrasta as roubou, para não lhes trazer mais problemas numa altura em que Elsa está doente mas exige que Celeste devolva o dinheiro através de trabalho e, por isso, informa-a que vai cozinhar para a Tasca do Zé Gordo e ajudar a vizinha Quininha a passar roupa. Celeste protesta, invoca as suas artroses e queixa-se de que David gosta mais das sobrinhas do que dela. A discussão segue para a cozinha.
Já na cozinha, Celeste lê a mensagem e confirma que Lúcia foi despedida. A discussão continua e David acusa a irmã de nunca ter sido uma verdadeira mãe para Elsa, apesar de ter ficado com as meninas por não terem outra família e por metade da casa lhes pertencer. Celeste atira-lhe que quem vive ali de favor devia falar menos. David defende que contribui financeiramente e que ela é a única que não trabalha ali em casa e, por isso mesmo, vai ter de cumprir com o combinado. Celeste baixa o olhar, vencida.
Eduardo dirige-se aos trabalhadores
Na linha de produção da fábrica, Eduardo dirige-se aos trabalhadores sobre uma parceria que pode consolidar a empresa no mercado canadiano. Paulinho pergunta se vão ter de fazer horas extra e Vera provoca-o insinuando que ele tem medo de trabalhar. Palmira contém a fúria, a custo, a conselho de Ramiro. Teresa tenta suavizar o ambiente. A sós, Palmira e Ramiro dizem que Vera os trata com desprezo e que o sucesso de todos de que os patrões falam nunca chega aos bolsos de quem trabalha.
No seu gabinete, Eduardo deixa-se cair na cadeira, abatido. Vera tenta confortá-lo e garante que já tem uma lista de candidatas para substituir Lúcia. Eduardo recebe uma chamada de Sandra, a professora de Matilde, que lhe comunica que não vai regressar porque arranjou emprego num colégio internacional. Eduardo fica derrotado e sem saber onde arranjar uma substituta a tempo do início das aulas. No hospital, Lúcia visita a irmã e acaba por confessar que foi despedida, não só por ter mentido nas suas habilitações, mas também por Eduardo ter descoberto o seu cadastro. Elsa fica chocada e revoltada e sente-se responsável. Lúcia tem pena pois criou uma ligação especial com Matilde mas tenta relativizar pois não quer enervar a irmã. Elsa não se conforma.
Samuel visita Tino
Na prisão, Samuel visita Tino, ameaça a sua família e exige que, perante o diretor, Tino assuma ter sido ele a iniciar o confronto. Tino fica revoltado mas Samuel relembra-o do poder que tem e avisa-o que pode fazer desaparecer a sua família, num piscar de olhos. Ficamos na raiva de Tino. No corredor, Vasco espera Samuel e pergunta-lhe se Tino acreditou na ameaça pois, na verdade, Samuel não tem ninguém fora da cadeira que possa fazer mal à família do outro recluso. Samuel garante que Tino já percebeu com quem está a lidar e mostra-se confiante quanto à sua condicional.
Já de noite, Eduardo chega a casa abatido e Natália vem ter com ele, aflita, a dizer que Matilde não come e não para de chorar. Eduardo segue de imediato para o quarto da filha. Matilde está enrolada na cama, agarrada a um peluche, a chorar. Eduardo tenta que a filha escreva no tablet o que se passa e Matilde acaba por escrever que quer Lúcia de volta. Eduardo explica que ela fez algo grave e que a decisão está tomada. Matilde, incrédula, escreve “Odeio-te”, empurra o pai para fora do quarto e fecha a porta.
No corredor, Eduardo encosta-se à porta do quarto da filha, perdido. Teresa aproxima-se e sugere que a única forma de ajudar Matilde seria trazer Lúcia de volta, já que parece que, pela primeira vez em cinco anos, ela se ligou a alguém. Eduardo recusa pois não confia numa pessoa que mentiu e terá entregue a Matilde a fotografia rasgada da mãe. Aida junta-se à conversa e reforça a decisão de Eduardo.
Celeste entrega uma carta
Em casa dos Cruz, Lúcia chega, encontra Celeste a passar roupa a ferro e fica desconfiada. Celeste entrega-lhe uma carta vinda do estabelecimento prisional e insinua, provocadora, que pode ser a notícia de que Samuel foi libertado. Lúcia segue para o quarto. No quarto, já sozinha, Lúcia chega a atirar o envelope para o lixo mas arrepende-se e lê a carta. Samuel escreve que tem a audiência marcada, acredita que vai sair em condicional e promete esperar por ela, pois continua a ser a sua mulher. Lúcia entra em pânico e rasga a carta em mil pedaços.
Já no dia seguinte, na esplanada do café, Lúcia desabafa com Alberto que tem medo que Samuel saia da prisão, sobretudo porque Elsa está doente e a precisar de apoio, o que invalida a sua fuga. Alberto tenta acalmá-la, esclarece que pedir condicional não garante obtê-la e promete informar-se junto da prisão sobre o comportamento de Samuel. Ao saber o que Samuel escreveu na carta, Alberto aconselha Lúcia a redigir uma exposição ao Ministério Público e a guardar todas as cartas que Samuel lhe enviar.
Na sala de jantar do palacete, Teresa confronta Vera e diz-lhe que sabe que ela não entrou na loja com Matilde e que possivelmente também foi ela a colocar a fotografia de Mariana no quarto, só para incriminar Lúcia. Vera manda-a calar-se mas Teresa insiste e acusa-a de querer despachar Lúcia antes que Eduardo descubra a má mãe que ela realmente é. Fora de si, Vera atira-lhe com o copo de sumo à cara. Eduardo vê e fica em choque.