Ganham milhares com casinos ilegais: Helena Isabel, Francisco Monteiro e muitos outros envolvidos

A investigação identificou ainda várias personalidades ligadas a reality shows e criadores de conteúdos que terão promovido plataformas não licenciadas.

As redes sociais tornaram-se um dos principais canais de divulgação de plataformas de jogo online, com influenciadores e figuras públicas a partilharem frequentemente imagens de supostos prémios e ganhos avultados. Uma investigação da CMTV e do Correio da Manhã revelou, contudo, que algumas destas campanhas terão por base um modelo que prevê pagamentos pelas publicações, comissões sobre as perdas dos utilizadores angariados e até conteúdos preparados para transmitir a ideia de que os jogadores conseguem obter lucros fáceis. Segundo a investigação, algumas propostas incluíam ainda formas de pagamento que levantavam suspeitas relativamente ao cumprimento das obrigações fiscais.

Muitos ex-concorrentes ganham milhares com casinos ilegais

Sandrina Pratas, antiga concorrente do Big Brother, decidiu assumir publicamente a sua participação neste tipo de campanhas e explicou as circunstâncias que a levaram a aceitar a proposta. “Entraram em contacto comigo e propuseram-me um negócio. Davam-me bónus para eu jogar no casino e filmar-me apenas quando ganhasse. Pagavam-me mensalmente pelas histórias que publicava. Tinha de fazer crer que era fácil ganhar dinheiro […] Caí na realidade quando o meu tio perdeu 500 euros. Senti que estava a destruir a minha vida e a dos outros.” A jovem contou que atravessava dificuldades financeiras quando foi contactada e que acabou também por desenvolver hábitos de jogo, situação que a levou posteriormente a afastar-se deste negócio e a reconhecer o impacto das suas ações.

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A investigação identificou ainda várias personalidades ligadas a reality shows e criadores de conteúdos que terão promovido plataformas não licenciadas, entre elas Catarina Miranda, Bruno Savate, Bernardina Brito, Francisco Monteiro, Helena Isabel, Joana Diniz, Afonso Leitão e Vânia Sá. Algumas das figuras mencionadas não quiseram comentar os contratos ou a autenticidade dos ganhos apresentados, enquanto Bernardina Brito afirmou que desconhecia a ilegalidade das operações e que lhe “apresentam documentos que parecem legais”. Entretanto, apesar de terem sido registadas mais de 4.000 queixas junto das autoridades, não são conhecidas acusações formais relacionadas com este caso.

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Notícia www.maria.pt

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