Cláudio Viana sem ver o filho há 2 anos! E há um motivo pelo qual não pode entrar na Colômbia

Cláudio Viana faz relato impressionante sobre luta para ver o pequeno Benjamin.

Cláudio Viana foi pai de Romeu no dia 15 de julho, fruto da sua relação com Inês, que se identifica nas redes sociais como Bonnie Rizos. Contudo, apesar de estar a viver uma fase feliz em Portugal, o nortenho continua com o coração despedaçado por não conseguir estar com Benjamin, de seis anos, fruto da sua relação com a colombiana Danniela Mahe.

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“Eu não sou um assassino, não sou um criminoso, tenho um filho naquele país e não consigo entrar”

Agora, em entrevista exclusiva à TV 7 Dias, revela todos os dramas que tem vivido nestes últimos anos, que inclui uma detenção no aeroporto e uma entrada na Colômbia de forma ilegal, e fala sobre o que está a fazer para conseguir estar com o seu primogénito. “Vai fazer dois anos que não estou com o meu filho. É muito triste esta situação. Eu ainda estou à espera de uma confirmação, por parte da embaixada portuguesa lá na Colômbia, para perceber se realmente é viável eu viajar para a Colômbia com entrada livre, porque, há cerca de dois anos, privaram-me de entrar no país. Entretanto, eu consegui arranjar uns advogados, que conseguiram limpar as denúncias que ela colocou contra mim, não só por violência doméstica, mas também outras coisas. Confirmámos que não havia provas, mas, mesmo assim, ainda falta limpar a denúncia na imigração da Colômbia”, começa por referir. “Depois de ter construído uma casa, ter iniciado um projeto de turismo na Colômbia, ter lá um filho e negarem-me a entrada, algo se passa. Os próprios advogados estão a fazer de tudo, estão à espera de uma resposta, mas a justiça é lenta”, lamenta. “Eu não sou um assassino, não sou um criminoso, tenho um filho naquele país e não consigo entrar”, desabafa.

Sobre o dia em que foi impedido de entrar, conta que os agentes fronteiriços foram alertados das denúncias feitas por Danniela, mas, “mesmo que a denúncia não seja confirmada, a resposta por parte da justiça é prender o homem. Fui algemado sem provas nenhumas, o que me causou alguma instabilidade na minha cabeça e comecei a ter algum receio de que algo mais grave acontecesse, como ir preso. Eu não entendia o porquê de não me deixarem entrar, houve ali um bate papo com o agente fronteiriço, houve também abuso de autoridade, porque eles só quiseram ouvir a colombiana, a mãe do meu filho. Passei a ser uma pessoa não grata para entrar no país e recambiaram-me para Portugal. Ainda estive lá duas noites como se fosse alguém a fugir do país. Estive primeiro numa sala sozinho e depois noutra sala onde estavam as pessoas que iam ser deportadas”.

A aventura na selva

Desde que, em 2024, foi impedido de entrar na Colômbia que Cláudio Viana nunca mais conseguiu estar com o filho. Contudo, numa derradeira tentativa de tentar resolver esta questão, o nortenho ainda viajou até ao país Natal de Benjamin para lutar, na justiça, pela possibilidade de estar com o seu primogénito. “Ainda consegui entrar na Colômbia, mas isso foi uma loucura minha. Consegui entrar pela selva”, refere. Na realidade, esta aventura foi levada a cabo em janeiro de 2025. Cláudio viajou para o Peru e, durante 27 noites, atravessou a selva e rios para conseguir chegar ao outro país e foram, segundo escreveu nas suas redes sociais, “noites de dor, cansaço e medo. Cada passo parecia uma luta contra a própria força de desistir. A selva testava o corpo e o espírito, como se perguntasse o tempo todo se o sonho valia tanto esforço”.

Cláudio decidiu fazer esta viagem arriscada para “não deixar ficar mal uns clientes que tinham uma viagem marcada comigo na Colômbia e porque tinha de encontrar advogados para me ajudarem neste processo. Consegui entrar e sair sem ser pela imigração, entrei pela selva, pela Amazónia e, até agora, estou à espera para entrar legalmente no país”.

Quem conseguiu, este ano, estar com o pequeno Benjamin foi a avó paterna. “No pouco tempo em que ela esteve com ele eu consegui fazer uma videochamada com ele. Nestes dois anos só consegui falar com ele duas vezes por videochamada e foi muito bom porque já está grandinho. Ainda sabe quem é o pai, felizmente, disse-me palavras bastante profundas e eu acredito que isto vai dar a volta. Já esteve mais longe, mas é triste”, desabafa.

Cláudio explica que, a partir do momento em que possa voltar à Colômbia, ainda vai ter um processo muito longo no que a Benjamin diz respeito. “Primeiro preciso de vê-lo, depois preciso de ajustar a pensão de alimentos e visitas, preciso de mostrar à justiça que sou um pai presente e com o compromisso de ajudar o filho. Depois vai-se avançar com um processo mais a fundo para ter direito a estar com ele mais tempo”, explica, esclarecendo que, atualmente, nem sequer ajuda financeiramente Danniela Mahe. “Os meus advogados disseram para parar. Eu andava a enviar dinheiro e andava a perder dinheiro porque não havia nada definido pela justiça Eu dava-lhe por consciência de pai. Mas dar dinheiro e ser-me negado ver o meu filho, então quem está a receber dinheiro é a mãe e não o filho”, conclui.

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Textos: Carla Ventura (carla.ventura@impala.pt); 
Fotos: Reprodução Instagram

Notícia www.tv7dias.pt

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