Toy – Insólito! Artista sofreu um AVC num restaurante… e há 16 anos que ninguém se senta naquela mesa
Toy recordou o AVC que sofreu em 2010 e revelou uma história insólita que ficou ligada ao restaurante onde tudo aconteceu.
Aos 63 anos, Toy é um dos artistas mais acarinhados pelos portugueses, mas a sua vida ficou marcada por um grave susto em maio de 2010. O cantor sofreu um AVC enquanto estava num restaurante em Setúbal e, anos depois, revelou uma consequência insólita daquele episódio.
“Estava num restaurante em Setúbal e deu-me uma sensação estranha, tipo um soco sem dor. Fechei os olhos e quando abri estava a ver tudo a dobrar. Senti-me muito estranho”, recordou numa entrevista à TV Guia. E continuou:“Deitei-me no chão, pedi para me porem água na cabeça, mas estava calmo”. De seguida, o cantor foi levado para o Hospital de São Bernardo, em Setúbal: “Fui muito bem tratado e o socorro chegou rápido”.
Toy não larga o sentido de humor… nem após AVC
“Quando vou a entrar nos Cuidados Intensivos, olho para o quarto vazio, com quatro camas, e digo para a enfermeira: ‘Grande sorte.’ E ela: ‘Sorte? Porquê? Você teve um AVC.’ E eu: “Tive. Você é gira, estou a ver duas enfermeiras e vamos dormir os três…’ Ou seja, estava a fazer humor num momento bastante complicado da minha vida. Não levei aquilo a sério”, assumiu.
A recuperação
À época, “uma veia entupiu-se no cérebro e isso tem que ver com a tensão alta, o colesterol alto, com o sistema nervoso.” E acrescentou: “Uma veia interior rompeu, o sangue tomou uma direção fora do normal e atingiu o nervo óptico, que ficou afetado na altura”. Os efeitos foram bem mais leves do que se poderia imaginar. “Fiquei a andar um bocadinho de lado e tive de fazer fisioterapia para voltar a ficar bem. Passados uns cinco dias, fui para casa, passei a ver tudo normal e, pronto, passou. A carótida esteve fechada durante seis meses, fiz medicação para o sangue fluir, estava proibido de fazer o que mais gosto, que é jogar à bola com os amigos, porque não podia correr o risco de abrir uma ferida, mas, ao fim de seis meses, o médico disse que já estava porreiro”, continuou.