TVI O que mudou nos reality shows e por que razão já não conquistam tantos espectadores
Ex-concorrentes e especialistas em televisão explicam, em exclusivo à NOVA GENTE, por que razão estes formatos deixaram de ser tão atraentes, apontando o excesso de exposição, a repetição das fórmulas e a previsibilidade das histórias como alguns dos principais motivos para o afastamento dos espectadores.
Entre o primeiro Big Brother (BB), estreado há 26 anos, e o mais recente, mudou quase tudo. Mudou a televisão, mudaram os concorrentes, mudaram os hábitos dos espectadores e mudou a própria forma de consumir conteúdos. Foi a 3 de setembro de 2000 que Teresa Guilherme apresentou a primeira edição portuguesa do programa e se tornou a mulher que ficou associada à chegada dos reality shows à televisão nacional. A “rainha”, como ainda hoje é conhecida, conduziu várias edições desse formato e de outros do género, numa época em que entrar numa casa vigiada durante semanas era uma experiência televisiva sem equivalente.
Depois dela, Cristina Ferreira tornou-se uma das principais caras da TVI ligadas a este universo. Apresentou diferentes versões do Big Brother e, nos últimos anos, assumiu também a condução da Casa dos Segredos, tornando-se uma das apresentadoras mais identificadas com a nova geração de reality shows. Agora, é Maria Botelho Moniz quem estará à frente do Big Brother – All Stars, depois de ter conduzido o Big Brother Verão. A nova edição estreia-se neste domingo, dia 6, e reúne antigos concorrentes.
O canal de Queluz de Baixo chega a esta aposta depois de, só ao longo deste ano, ter colocado em antena os formatos 1.ª Companhia, Secret Story 10, Secret Story – Desafio Final e Big Brother Verão. O All Stars é, assim, mais um capítulo de uma presença muito regular dos reality shows na programação do canal. Uma estratégia assumida por José Eduardo Moniz, diretor-geral da estação, que recentemente disse à nossa revista que queria tê-los na sua antena “todo o ano”.
E é precisamente aí que começa a questão. Se continuam a ocupar tanto espaço e a ter público, por que razão perderam a capacidade de mobilizar as grandes audiências de outros tempos? O problema estará nos espectadores, que têm hoje mais alternativas, nos próprios programas, que repetem fórmulas conhecidas, ou nos concorrentes, que já entram nas casas a saber exatamente o que os espera?
Leia a matéria completa na NOVA GENTE desta semana. Já nas bancas!

Texto: Ana Filipe Silveira; Fotos: Impala/Redes sociais