Algés – Advogada aponta falhas no caso do jovem: “Tinha a obrigação de…”
A advogada representante do jovem de 15 anos que matou a mãe com um ‘mata-leão’, respondeu às perguntas sobre o caso.
O jovem de 15 anos que matou a mãe com um ‘mata-leão’, em Algés, encontra-se em regime fechado, onde irá ficar por pelo menos mais dois meses, mas as dúvidas em redor do caso persistem.
A advogada Cristina Carvalho, representante do menor, esteve no jornal CNN, onde respondeu a todas as perguntas sobre o caso. A advogada começou por afirmar que a situação poderia ter sido evitada, uma vez que, tanto o jovem como a irmã de quatro anos estavam sinalizadas desde o ano passado. Cristina Carvalho acrescentou mais detalhes: “A situação agravou-se com a detenção do pai. Falhou tudo, estamos a falar de uma criança, que cometeu um crime, que pediu ajuda várias vezes e pediu inclusivamente para ir para uma instituição com a irmã várias vezes”. Questionada sobre as medidas que deveriam ser atribuídas ao Estado por não ter reagido aos pedidos de ajuda do jovem, a advogada assume: “O Estado tinha a obrigação de ouvir estas crianças, e quando eu digo o Estado, digo todas as pessoas que fazem parte dele e que fizeram parte deste processo, que não foram tão poucas quanto isso”. De seguida, enumerou os vários envolventes que tiveram acesso ao caso, como a CPCJ, a Segurança Social, as autoridades, juízes entre outros. Por essa razão, Cristina Carvalho atira: “O ninguém fez nada, obviamente terá que ter implicações, porque o Estado, na minha opinião, é o principal responsável por isto e deve ser responsabilizado, até para se evitar que voltem a acontecer situações destas”.
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A jornalista questionou ainda se o adolescente teria noção do crime que cometeu, ao que a advogada mencionou que não podia revelar as conversas que teve com o jovem. No entanto, referiu: “Isso terão que ser os psicólogos e os pedopsiquiatras que o estão a acompanhar neste momento, porque ele está a ser medicado e está a ser acompanhado, que poderão responder a essa pergunta de uma forma mais correta. O que lhe posso dizer é que ele não queria este desfecho, é isso que lhe posso dizer”.