Bernardo Cascais orgulhoso do seu percurso: “Tive uma grande evolução”

Aos 29 anos, despede-se de A Madrasta com o sentimento de missão cumprida e muitas aprendizagens na bagagem. Entusiasmado, o ator revela à TV 7 Dias como viveu esta experiência.

Bernardo Cascais está a viver uma fase de crescimento e afirmação enquanto ator. Depois de se ter estreado na representação com Morangos com Açúcar, o jovem deu agora vida a Miguel, na novela A Madrasta, também na TVI, um projeto que descreve como “das melhores experiências da sua vida”. Terminadas as gravações, o balanço não podia ser mais positivo. O ator reconhece que Morangos com Açúcar terá sempre um lugar especial na sua memória, por ter sido o seu primeiro projeto, mas admite sentir uma evolução significativa nesta nova etapa. “Acho que tive uma grande evolução com esta novela”, confessa à nossa/sua revista.

Trabalhar ao lado de nomes como Albano Jerónimo, Inês Castel-Branco e Isabela Abreu deu-lhe a oportunidade de aprender e absorver novas ferramentas. “Dá-nos mesmo motivação para aprender com eles e absorver tudo o que podemos para melhorar”, explica. O feedback do público tem sido igualmente motivo de felicidade. “As pessoas estão a gostar muito da novela. Estou muito feliz com o resultado”, assume.

Na trama, Miguel vive numa realidade marcada pelo luxo e por um estatuto social elevado, um universo que o ator teve de compreender e transportar para a sua interpretação. “É uma realidade completamente diferente”, admite. Para explicar a dificuldade de entrar na cabeça da personagem, Bernardo recorre a um exemplo simples: “Para o Miguel destruir um carro pode ter o mesmo peso que, para a maioria das pessoas, deixar cair uma caneta. Partiu, compra outro”, resume. “Encaixar isso na minha cabeça, a atitude dele tem que ser meio mesquinha, é complicado”, reconhece.

Mas o desafio não ficou apenas pelo estatuto social da personagem. Miguel vive também sem a mãe, uma realidade que o ator confessa não conhecer pessoalmente. “Felizmente não sei o que é”, diz. Precisamente por isso, representar essa dor e fazê-la chegar ao público foi uma das tarefas mais exigentes. “É uma sensação inexplicável. Então ter que passar isso para o público é sempre um desafio e tive cenas muitas fortes”, partilha.

Depois de um ritmo intenso de trabalho de vários meses, o ator tenta agora aprender a olhar para o seu trabalho de uma forma mais equilibrada e menos crítica. “Tenho que aprender a ser aquele crítico que também vê o que está bem, a crítica deve servir para aprender e evoluir, e não para transformar cada falha numa prova de que ‘está tudo mal’”, acrescenta.

 

Texto: Carla Ventura (Carla.ventura@impala.pt) e Neuza Silva (neuza.silva@impala.pt);
Fotos: redes sociais

Notícia www.tv7dias.pt

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