Sara Avelar A mensagem que Cláudio Ramos lhe enviou e que a marcou para sempre
Sara Avelar não esquece o gesto do apresentador da TVI em plena pandemia.
Sara Avelar deu uma grande entrevista à atual edição da NOVA GENTE em banca e abriu, por completo, o coração.
Tu defines-te como uma pessoa hipersensível.
Sem dúvida. Quando fui ao programa da Júlia [Pinheiro, na SIC], ela falou-me do livro A Pessoa Altamente Sensível. Li-o e revi-me completamente. Sinto tudo de uma forma muito intensa. Se alguém me faz bem, fico-lhe grata para sempre. Se me magoam, também sinto isso profundamente.
Isso também te faz sofrer mais?
Muito mais. Durante muitos anos achei que isso era um defeito. Hoje percebo que faz parte de quem sou. Não quero deixar de sentir. Apenas aprendi a proteger-me melhor.
É fácil magoar-te?
Infelizmente, sim. Mas também é muito fácil fazer-me feliz. Às vezes basta um gesto simples, uma mensagem, uma palavra no momento certo.
“O Cláudio Ramos foi muito mais do que um amigo”
Ao longo da vida foste encontrando pessoas que preencheram um pouco essa ausência?
Fui. E uma delas foi o Cláudio Ramos. Nunca me esquecerei do que fez por mim durante a pandemia. Um dia mandou-me uma mensagem a perguntar se eu precisava de ajuda, se tinha a renda paga, se estava tudo bem. Disse-me apenas: “Se precisares de alguma coisa, não telefonas. Manda uma mensagem.” Nunca me vou esquecer desse gesto.
O que é que isso representou para ti?
Representou tudo. Porque às vezes não é a ajuda em si. É saber que alguém está verdadeiramente disponível para nós. Tenho-o como um pai, um irmão, um tio… alguém que apareceu na minha vida numa altura em que eu precisava muito de sentir esse apoio [longa pausa e volta a soltar as emoções].
Continuas a acreditar muito nas pessoas?
Continuo. Talvez por isso ainda me desiluda algumas vezes. Mas prefiro continuar a acreditar do que viver desconfiada de toda a gente.
Texto: Luís Duarte Sousa; Fotos: Tito Calado & DR