Polícia alemã associa suspeito de ataque em marcha LGBTQ+ a “círculos” islâmicos

A polícia de Berlim identificou um suspeito do ataque durante um evento LGBTQ+ da cidade, que causou um morto e 16 feridos, indicando que tem ligações a “círculos islâmicos” na capital alemã.

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O porta-voz da polícia, Florian Nath, disse aos jornalistas que estão em curso medidas em relação ao suspeito e que “a procura por esta pessoa decorre a toda a velocidade”. Sem revelar a identidade, acrescentou que o indivíduo “já era conhecido da polícia” e é natural de Berlim.

“Com base nas primeiras conclusões da investigação, já identificámos um autor suspeito. Ele é conhecido como membro de círculos islâmicos aqui em Berlim”, declarou.

O ataque ocorreu na noite de sábado, quando uma carrinha branca embateu contra pessoas reunidas no parque Tiergarten, junto ao percurso do desfile do orgulho LGBTQ+, provocando a morte de uma pessoa e pelo menos 16 feridos. Alguns dos feridos estão em estado crítico.

A polícia interrompeu de imediato as celebrações e um concerto previsto junto ao Portão de Brandemburgo, apelando nas redes sociais para que todos abandonassem o local. “Estamos a realizar uma busca intensiva por possíveis suspeitos”, disse Nath num vídeo divulgado nas contas oficiais da polícia de Berlim.

O porta-voz Alexander Klute afirmou à Associated Press que, “neste momento”, as autoridades policiais berlinenses não sabem “nada sobre possíveis motivações, a identidade do autor ou dos autores, ou qualquer informação dessa natureza”.

Segundo as autoridades, a carrinha embateu contra várias pessoas antes de colidir com uma árvore. Durante a noite, foram recolhidos testemunhos no parque e investigadas informações de que algumas vítimas poderiam ter sofrido ferimentos por arma branca, embora fosse “demasiado cedo” para tirar conclusões.

O presidente da Câmara de Berlim, Kai Wegner, manifestou choque pelo ocorrido: “Após um desfile pacífico e vibrante, o apelo a uma Berlim tolerante e pacífica foi atacado da forma mais brutal. Este é um ataque à nossa sociedade livre e cosmopolita”, disse.

As autoridades apelaram a testemunhas para que entreguem vídeos ou fotografias do ataque e ativaram uma linha de emergência para pessoas que procuram familiares ou amigos.

Centenas de milhares de pessoas tinham participado no desfile anual de Berlim, conhecido como Christopher Street Day, uma das maiores celebrações LGBTQ+ da Europa.

Antes do ataque, a celebração decorria de forma pacífica, com milhares a marchar durante horas pelas ruas da cidade, dançando e aplaudindo os cerca de 80 carros alegóricos que integraram o desfile.

O evento junto ao Portão de Brandemburgo foi cancelado pelas 22:15 locais (21:15, em Lisboa), pouco depois do incidente, com os participantes instados a regressar a casa e a evitar passar pelo parque onde decorreu o incidente.

NCM // APL

By Impala News / Lusa

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