Secretário de Estado dos EUA condena ataques de huthis a navios sauditas
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, condenou hoje os ataques dos rebeldes huthis do Iémen a navios sauditas no mar Vermelho, sublinhando que até agora, tinham tido uma postura inteligente ao ficarem fora do conflito.
“Os huthis têm sido inteligentes no geral e mantiveram-se fora do conflito durante todo o período, mas agora parecem ter sido atraídos para o conflito ao atacarem a Arábia Saudita e os seus navios”, disse Rubio, à margem de uma reunião da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) que decorre em Manila.
Esperava uma “desescalada porque, francamente, os huthis foram ultrapassados em manobras []pelos iranianos”, acrescentou.
Marco Rubio alertou ainda que os Estados Unidos farão “o que for necessário” para proteger os seus interesses e os dos aliados.
Os rebeldes huthis, apoiados pelo Irão, anunciaram hoje de manhã que atacaram dois petroleiros sauditas no mar Vermelho, ameaçando abrir uma nova frente na guerra.
Segundo a agência de notícias SABA, dos huthis, os rebeldes atacaram dois petroleiros, o ‘Encelia’ e o ‘Layla’, no mar Vermelho, provocando incêndios em ambos.
Este terá sido o primeiro ataque relatado a uma embarcação desde que anunciaram um bloqueio à navegação ligada à Arábia Saudita através do estreito de Bab el-Mandeb, no início desta semana, em retaliação pelo bloqueio do reino saudita ao Iémen e a um recente ataque ao aeroporto internacional na capital iemenita controlada pelos rebeldes, Sana.
Hoje completou-se a 12ª noite de ataques norte-americanos ao Irão desde o fim do cessar-fogo, com o Comando Central dos EUA a avançar ter planeado ataques para “degradar ainda mais a capacidade do Irão de ameaçar marinheiros civis e embarcações comerciais que transitam pelas águas regionais”.
Os combates visam essencialmente retomar o controlo do estreito de Ormuz e restaurar o fluxo de navegação internacional.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, avisou na quarta-feira que os EUA destruiriam uma ponte ou central elétrica cada vez que o Irão disparasse sobre um navio no estreito.
Ambos os lados têm ameaçado cada vez mais as infraestruturas civis.
O direito internacional proíbe esse tipo de ataques, a menos que a infraestrutura esteja a ser utilizada para fins militares.
Marco Rubio avançou, em Manila, que o Irão quer conversar, mas não parece estar realmente interessado num acordo.
“O problema com eles é que não se pode fazer um acordo com as pessoas a menos que elas o cumpram. E essas pessoas fazem acordos e depois quebram-nos quase imediatamente ou decidem: ‘Ah, vamos mudar o acordo’. Não é assim que os acordos funcionam”, referiu.
“Por isso, agora estão a pagar o preço por isso, e talvez mudem de ideias nos próximos dias, à medida que continuam a sofrer grandes perdas.”
PMC // APN
By Impala News / Lusa