Big Brother Verão: Depois de três cirurgias, João Gomes ainda sofre com problema com o afetou à nascença

Casou-se grávida de seis meses de João e não teve a mãe na cerimónia, com quem cortou relações. O marido conta a história de amor de 35 anos, revela que João foi operado três vezes em bebé.

Mãe e filho entraram na casa do Big Brother Verão. Luís Gomes, o marido e pai dos concorrentes respetivamente, ficou de “casa vazia” e a tomar conta do negócio de família e dos filhos, Petra, de 13 anos, e de Martim, 21, apesar deste último se ter tornado, agora, o seu braço direito. “Esta aventura deveu-se, em grande parte, ao João. Ele já manifestava interesse há muitos anos e creio que nem foi a primeira vez que se inscreveu. A Ana acabou por ir ‘por arrasto’ e por piada. Quando o filho lhe disse que se tinha inscrito, ela decidiu inscrever-se também”, revela Luís Gomes, em exclusivo à TV 7 Dias.

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Embora a entrada de Ana Luísa, aos 53 anos, possa ter surpreendido o público, para o marido foi uma decisão natural, dada a personalidade da mulher. “Não me surpreende nada, porque ela é muito dada a desafios. Ela já me tinha dito que gostava de fazer este jogo um dia, para perceber por dentro”, explica, sublinhando que Ana é competitiva nata e que encara qualquer desafio, seja ele mental ou físico, com a mesma determinação. “Eu apoiei porque conhecia-a sempre assim. Ela compete com tudo, ela acorda a competir e deita-se a competir. Há 25 anos participou no Survivor, apoiei-a, achei que era a cara dela e não me enganei, faz desporto federado, participa em competições de Crossfit e até representou a cidade de Torres Vedras nos Jogos Sem Fronteiras. Ela vive estas experiências com uma intensidade muito grande.

A ausência de dois pilares da família trouxe desafios logísticos consideráveis, especialmente no negócio familiar, a Sabores e Costumes, em Torres Vedras. O estabelecimento, que começou apenas como um espaço de venda ao público em Torres Vedras, cresceu significativamente e hoje fornece restaurantes, pastelarias e lares. João Gomes era a peça fundamental neste negócio, sendo descrito pelo pai como o seu “braço direito e esquerdo”. “O João é o futuro deste espaço, ele gere tudo o que tem a ver com compras, logística, stocks e a relação com fornecedores e clientes de distribuição”, explica Luís, que se viu obrigado a reassumir funções das quais já se tinha demarcado. Nesta fase, o filho do meio, Martim, tem sido um apoio crucial. Apesar de estar focado no segundo ano de Gestão de Recursos Humanos e praticante de Muay Thai, Martim assumiu o papel do irmão com “grande proatividade e inteligência”. Até a filha mais nova, Petra, de 13 anos, tem surpreendido o pai com a sua maturidade. “Sem eu pedir, ela tem ajudado nas tarefas de casa, na limpeza do canil dos cães do irmão e até no atendimento aos clientes na loja”, conta Luís com orgulho.

A nível pessoal, o vazio deixado em casa é difícil de preencher. Luís admite, em tom de brincadeira, que a solidão noturna tem sido o maior desafio. “Não estou habituado a dormir sozinho e tenho dormido no sofá. Ainda não me deitei na minha cama”, conta.

Ana Luísa e Luís Gomes estão juntos há 35 anos e casados há 26 e é nas pequenas rotinas que o empresário sente mais falta da mulher. “Íamos treinar juntos e nas refeições, eu não cozinho nada. Se é uma presença conjunta há 35 anos, é evidente que faz falta”, confessa. O segredo para uma relação tão duradoura, segundo Luís, reside no equilíbrio de temperamentos. Enquanto Ana é mais “explosiva e reativa”, Luís define-se como mais “tranquilo”. “Talvez seja esse equilíbrio que nos mantém juntos. Nunca nos separámos”, reflete, admitindo que, embora não sejam um casal perfeito e tenham as suas discussões, conseguem sempre resolver as coisas.

Despedida por amor

A história de amor do casal começou em março de 1991, quando ambos trabalhavam numa fábrica de eletrodomésticos. Luís, então com 20 anos, sentiu-se atraído por Ana, de 18, a quem achou piada por ser “reguila” e “atlética”. Após saber por uma colega que o interesse era mútuo, Luís deu o primeiro passo e combinaram encontrar-se numa matiné de domingo, no Dia de Páscoa. “O nosso primeiro beijo foi nesse dia, na Praia Formosa, em Santa Cruz, lembro-me como se fosse hoje”, recorda de sorriso nos lábios. A relação enfrentou obstáculos logo no início, quando Luís foi para a tropa e Ana foi despedida da fábrica após um desentendimento com uma colega por causa de ciúmes. O casamento aconteceu nove anos depois de começarem a namorar, numa altura em que Ana já estava grávida de seis meses de João. Luís recorda com humor que Ana engordou 33 quilos durante a gravidez e que comia croissants às escondidas.
A vida de Ana Luísa é também marcada por relações familiares difíceis e momentos de grande dor. “A Ana não fala com a mãe há cerca de 30 anos devido a incompatibilidades de feitios”, revela Luís, explicando que ambas têm personalidades muito fortes e semelhantes. O afastamento tornou-se definitivo quando a situação escalou para a agressão verbal, levando Ana a optar pelo silêncio para não reagir da mesma forma. Como resultado, a avó não conhece os netos por opção própria, algo que Luís descreve como uma situação triste, mas à qual Ana Luísa já se resignou. “Ela não é responsável pela situação e tentou sempre que a relação fosse mais saudável. Ela não conhece os netos por opção da avó. Ela foge mesmo, não quer. Eles questionam, a Petra cresceu a ouvir falar dessa situação, para ela é normal, o Martim também, o João viu a avó uma vez e sabe quem é, mas como a avó não se aproximou, nunca mais…”, conta. Em contrapartida, Ana tinha uma ligação muito próxima com o pai, que morreu em 2018 vítima de cancro. Luís recorda que a vida do sogro foi marcada por uma embolia cerebral quando Ana tinha apenas nove ou dez anos. “Ficou como um bebé, perdeu uma vista, a mobilidade de um lado. Mas recuperou 50 por cento e voltou a trabalhar. Tiveram contacto até ao fim. Foi um golpe duro para ela, aqueles dias iniciais depois da morte, foram mais complicados, e ainda hoje faz uma coisa, vai à campa do pai sempre sozinha e fora dos horários normais. O apoio da nossa família ajudou-a a superar o luto. Somos todos muito unidos”, frisa.

Operado três vezes em bebé

O nascimento de João Gomes trouxe também os seus desafios. O jovem nasceu com pé boto bilateral, tendo os dois pés virados totalmente para trás. “Soubemos na ecografia dos quatro meses que ele teria um problema a nível de tendões, mas poderia ser só nos pés ou no corpo todo. Dentro de um mau cenário, aconteceu o melhor, foi só nos pés. Foi um processo duro, ele teve de usar gessos semanais desde a primeira semana de vida para tornar os tendões maleáveis”, recorda o pai. João enfrentou cirurgias em ambos os pés antes de completar um ano e meio de vida. “Foi operado ao primeiro pé aos 10 meses e, duas ou três semanas depois ao segundo, mantendo gesso até aos 15 meses”, recorda o pai. Devido à fisionomia das suas pernas, no futebol chegaram a dar-lhe a alcunha de “perninhas”, mas João nunca se deixou intimidar. Clinicamente está curado, fez sempre a sua vida normal, e é hoje treinador de futebol. Apenas de manhã, ao acordar, sente algum desconforto, que passa assim que o corpo começa a aquecer. Além deste problema, aos quatro anos, João voltou a ser submetido a uma cirurgia, desta vez a um testículo que estava fora da bolsa. “Quando um pai leva um filho para o bloco operatório vacila”, admite.

Luís Gomes revela que João sempre foi um bom filho, mas que na escola “era um desastre”. “Aos 18 anos, pediu-me encarecidamente para sair da escola. Eu aceitei, mas sob o compromisso de ele concluir o 12.º ano. Ele acabou por fazer o caminho mais difícil, trabalhava comigo de dia e estudava à noite para terminar o secundário.”
No campo sentimental, João viveu uma relação longa de cinco anos e meio que terminou de forma dolorosa para o jovem. “Não sei os motivos do fim, sei que foi por opção dela. Ele sofreu muito porque gostava muito dela, especialmente na fase em que a relação estava a terminar, ela foi para Erasmus e foi a partir daí. Nós também gostávamos muito dela, e gostamos, atenção.”

Atualmente, João já superou o desgosto de amor, e estará a refazer a sua vida amorosa. “Soube ao mesmo tempo que os outros, pela televisão. Ele disse que tem alguém que respeita muito cá fora, mas não sei quem é.” Mas sendo mulher e filho a concorrer ao primeiro lugar, como está a família a apoiar? “Eu estou pelos dois, logicamente. Mas existem duas equipas. O irmão do meio criou a equipa de apoio ao João. Eu estou na equipa de apoio da Ana. E, vamos às galas para apoiar”, finaliza.

Texto: Ana Lúcia Sousa (ana.lucia.sousa@worldimpalanet.com); 
Fotos: Divulgação TVI, Zito Colaço e Reprodução TVI

Notícia www.tv7dias.pt

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