Sismo na Venezuela: seis portugueses e lusodescendentes mortos e 56 desaparecidos

O balanço do duplo sismo na Venezuela continua a agravar-se. Seis portugueses e lusodescendentes morreram, dois cidadãos portugueses e quatro lusodescendentes, e 56 membros da comunidade portuguesa e lusodescendente estão desaparecidos. O número total de mortos subiu para pelo menos 235, com mais de 4.300 feridos.

O número de vítimas mortais portuguesas e lusodescendentes na sequência dos dois sismos que atingiram a Venezuela na quarta-feira subiu para seis, segundo o mais recente balanço do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Duas das vítimas são cidadãos portugueses e quatro são lusodescendentes. O Presidente da República, António José Seguro, lamentou as mortes e disse esperar que “as tentativas de contacto em curso com os portugueses e lusodescendentes ainda desaparecidos tragam as boas notícias que todos esperam”.

O balanço total de mortos subiu para pelo menos 235, com mais de 4.300 feridos, à medida que as equipas de resgate continuam a trabalhar nos escombros, sobretudo em La Guaira, a zona mais devastada.

56 portugueses e lusodescendentes desaparecidos

Para além das seis vítimas mortais confirmadas, 56 membros da comunidade portuguesa e lusodescendente estão desaparecidos, confirmou o gabinete do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, avisou: “A situação é de tal ordem que o nosso prognóstico é que podemos ter ainda muito más notícias”.

O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, confirmou que pelo menos duas das vítimas lusodescendentes têm ligações à região autónoma, que é a principal origem da comunidade portuguesa na Venezuela. Estima-se que vivam no país cerca de 1,2 milhões de portugueses e lusodescendentes, maioritariamente oriundos da Madeira.

O balanço global continua a agravar-se

O duplo sismo, com magnitudes 7,2 e 7,5, atingiu a Venezuela na quarta-feira, 24 de junho, com 39 segundos de intervalo. La Guaira, a norte de Caracas, foi declarada zona de desastre. Mais de 250 edifícios ficaram danificados ou destruídos e a Venezuela registou mais de 135 réplicas desde os dois abalos principais. O aeroporto internacional Simón Bolívar permanece encerrado, dificultando a chegada de ajuda internacional.

O USGS estima, com base em modelos informáticos, entre 10 mil e 100 mil mortes no total, uma projeção que contrasta com o balanço oficial de 235, refletindo a dificuldade de aceder às zonas mais afetadas.

A resposta portuguesa e europeia

Portugal enviou uma equipa de 50 elementos de proteção civil de emergência e integra a missão europeia coordenada pela Comissão Europeia, que inclui Espanha, Itália, República Checa, França, Alemanha, Luxemburgo e Países Baixos. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, adiantou que além dos 53 socorristas já confirmados, pode ser enviada mais ajuda.

Os Estados Unidos anunciaram a atribuição de 150 milhões de dólares em apoio à Venezuela e o envio de duas equipas de socorro e busca.

Luís Martins; WiN
Imagens Lusa

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