João Félix garante: Portugal está tranquilo e conhece bem a Croácia
João Félix garantiu hoje que Portugal está “tranquilo e confiante” para o encontro com a Croácia nos 16 avos de final do Mundial 2026, agendado para quinta-feira à meia-noite em Lisboa, em Toronto. A imprensa internacional foi mais crítica, apontando uma exibição “apagada” no empate com a Colômbia.
Em conferência de imprensa no Gardens North County District Park, em Palm Beach, João Félix falou com a tranquilidade de quem chegou ao Mundial 2026 depois de um ano em grande. “Chego confiante, mais confiante do que nunca. Foi um ano incrível para mim”, afirmou o avançado, que na época passada somou 26 golos e 18 assistências em 47 jogos pelo Al Nassr, conquistando o título do campeonato saudita ao lado de Cristiano Ronaldo.
O empate 0-0 com a Colômbia não preocupou Félix. “Podíamos ter feito melhor com a Colômbia, mas também não acho que tenhamos estado mal. Temos de corrigir alguns erros e melhorar. No Mundial, os jogos são sempre complicados. Os adeptos que estejam tranquilos. Prometemos trabalho e dedicação e vamos fazer tudo para passar”, garantiu.
Portugal sabe o que a Croácia tem
Questionado sobre o adversário nos 16 avos de final, João Félix foi direto: “Nos últimos anos, jogámos muitas vezes com a Croácia”. “Sabemos o que temos de fazer. É uma seleção europeia e sabemos as suas forças e debilidades. Temos estilos de jogo semelhantes. Sabemos que não podemos relaxar e que temos de estar precavidos.”
A Croácia terminou o Grupo L na segunda posição, o que a coloca frente a Portugal em Toronto, no Estádio BMO Field, quinta-feira às 19h00 locais, meia-noite em Lisboa. Do outro lado, o reencontro entre Ronaldo e o capitão croata Luka Modric, que cumpriram seis épocas juntos no Real Madrid.
Félix e os penáltis
Uma das questões mais aguardadas foi inevitável: e se houver penáltis? No Euro 2024, Félix falhou o remate decisivo que eliminou Portugal nos quartos de final frente à França. “O meu pai sempre disse para assumir. Isso sempre fez parte de mim. Claro que esse momento foi difícil. A semana a seguir foi complicada, mas isso faz parte da carreira de um jogador. Não vejo isso como um fracasso, vejo como uma aprendizagem. Se tiver de bater, vou assumir”, garantiu o avançado de 26 anos.
Sobre a ligação a Cristiano Ronaldo após uma época juntos em Riade, Félix foi claro: “Um ano a jogar juntos é muito tempo”. “Dá para perceber muito melhor o que o Cristiano Ronaldo precisa, do que gosta. Fazemos uma boa dupla. Conhecemo-nos bem e sabemos bem os movimentos de cada um.”
O que diz a imprensa internacional
Depois do empate que foi o programa mais visto de sábado com 2,4 milhões de espectadores na RTP1, a imprensa internacional foi crítica). O L’Equipe considerou que Portugal “teve uma atuação apagada”. O The Guardian apontou que Ronaldo “foi facilmente neutralizado” pela Colômbia e alertou que “foi inferior em todos os aspetos” em Miami Gardens. A Marca deu o mérito do resultado ao guarda-redes Diogo Costa, eleito melhor jogador em campo pelo diário espanhol.
A Gazzetta dello Sport resumiu o sentimento geral: “Portugal foi mau demais para ser verdade”, mas acrescentou a esperança: “Só nos resta vê-los na final e que história incrível seria”.
Portugal terminou o Grupo K com cinco pontos, em segundo lugar, atrás da Colômbia, com sete. A fase a eliminar começa na quinta-feira à meia-noite. É ou “mata ou morre”, como disse o próprio Félix. E a Croácia é um adversário que Portugal conhece bem.