Exército israelita aprovou continuindade de operações no sul do Líbano

O exército israelita aprovou hoje a continuidade das operações militares no sul do Líbano, tendo feito novos ataques nesta região já depois do acordo anunciado entre os dois países.

Exército israelita aprovou continuindade de operações no sul do Líbano

O chefe do Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, deu luz verde à continuidade das operações militares no sul do Líbano, depois de ter feito “uma avaliação da situação à luz da realidade”, tendo aprovado “planos para operações em curso”, referiu o exército israelita em comunicado citado pela agência EFE.

Eyal Zamir considerou, ainda de acordo com o comunicado, que o acordo assinado na sexta-feira é “histórico e importante”, acrescentando que foram as forças armadas israelitas que criaram condições para que tal fosse possível.

“Honraremos o acordo e trabalharemos para garantir o seu sucesso. O teste agora está nas ações de ambos os lados e o período que se avizinha moldará o futuro”, referiu o líder do exército de Israel.

Israel voltou hoje a atacar o sul do Líbano, segundo os relatos feitos pela Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), na sequência de vários ataques que aconteceram durante o dia de sábado e que provocaram a morte de uma pessoa.

Segundo o exército israelita, o objetivo era atacar membros do Hezbollah perto da zona de segurança definida por Israel.

Na sexta-feira, foi anunciado em Washington um acordo preliminar entre Israel e o Líbano, sob mediação norte-americana e, já no sábado, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, conversou por telefone com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurando-lhe que o Estado libanês “assumirá as suas responsabilidades” na implementação do acordo, que condiciona a retirada israelita do país ao desarmamento do movimento xiita.

Já o Hezbollah, segundo a AFP, opôs-se firmemente ao acordo, que estabelece como objetivo uma “paz e segurança duradouras” entre os dois países, tecnicamente em estado de guerra há várias décadas.

Para o líder do Hezbollah, Naïm Qassem, aquele acordo é um “erro grave”, apontando que o texto é “humilhante, vergonhoso e representativo de uma renúncia à soberania”.

RCV (JCR) // SF

By Impala News / Lusa

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