Número de portugueses e lusodescendentes mortos nos sismos na Venezuela sobe para 28

Pelo menos 28 portugueses e lusodescendentes morreram devido aos sismos que atingiram a Venezuela, na quarta-feira, revelou hoje, em Beja, o secretário de Estado das Comunidades.

Número de portugueses e lusodescendentes mortos nos sismos na Venezuela sobe para 28

Emídio Sousa acrescentou que, além dos mortos, estão 85 pessoas desaparecidas. O secretário de Estado falava aos jornalistas, na base aérea de Beja, antes da partida – prevista entre entre as 19:30 e as 20:00 – de dois aviões KC-390 da Força Aérea Portuguesa que transportam um total de 64 pessoas.

Fazem parte da força conjunta elementos da Unidade Especial de Proteção e Socorro (UEPS) da Guarda Nacional Republicana, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que reúnem “capacidades especializadas em operações de busca e salvamento, recuperação de vítimas, resposta a catástrofes e apoio médico de emergência”, segundo o MNE.

Seguem ainda a bordo cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária, destinada a apoiar as operações de socorro e assistência às populações afetadas, referiu o governante.

O número de mortos provocados pelos dois sismos consecutivos que atingiram a Venezuela esta semana subiu para 929, enquanto 3.360 pessoas ficaram feridas, anunciaram hoje as autoridades.

As autoridades venezuelanas admitem que o balanço deverá continuar a aumentar, uma vez que prosseguem as operações de busca e salvamento nas zonas mais afetadas e há centenas de pessoas dadas como desaparecidas, muitas delas estarão soterradas nos escombros.

O anterior balanço das autoridades venezuelanas dava conta de 589 mortes e 2.980 feridos.

Luís Martins; WiN
com Lusa

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