Valpaços Revelado nome da madrasta e o que disse ao pai da menina após asfixiá-la
O caso que está a abalar Portugal ganha novos desenvolvimentos.
Eulália Silva, assim se chama a madrasta que asfixiou a enteada de 8 anos na passada quarta-feira, 17 de junho, em Valpaços.
A mulher, que foi logo identificada como principal suspeita, cometeu o crime por vingança, depois de na noite anterior o companheiro – pai da vítima – ter dado uma “sapatada” no seu filho.
Segundo a CMTV, o casal mantinha uma relação amorosa complicada, marcada por vários conflitos, separações e reconciliações.
“O pai chegou a casa e percebeu que a menina não tinha chegado”
Após cometer o crime, Eulália Silva seguiu para a serra de Vila Pouca de Aguiar, onde deixou o corpo da criança. De seguida, entrou em contacto com o companheiro.
“Ela liga ao pai da menina a dizer que ia deixar a casa, ia embora e ele ter-lhe-á dito para ir de vez, nunca lhe passando pela cabeça que ela iria fazer mal à filha. Provavelmente já poderia ter feito mal à menina, visto que ela foi buscar a menina antes à escola alegando que a menina tinha uma consulta médica e depois pelas 11h é quando faz esse telefonema”, apurou Tânia Laranjo.
O homem acabou por dar pela falta da criança. “Só ao final do dia, quando o pai chegou a casa, na aldeia de Celeirós, e falou com os pais dele, percebeu que a menina não tinha chegado a casa como habitualmente. Ainda a procuraram para ver se estava com alguma amiga e foi então que ele se dirigiu ao posto da GNR de Valpaços para dar o alerta, dizendo que a principal suspeita do desaparecimento seria a companheira, que reside em Macedo de Cavaleiros. E que poderia tratar-se de uma forma de retaliação para o assustar e para tentar melhorar a relação, até porque ela acusava-o de gostar mais da filha dele do que da filha dela”, revelou.
Eulália foi detida na noite de quarta-feira, 17 de junho. “Pelas 23h00, os militares de Macedo de Cavaleiros foram a casa desta mulher e fizeram a detenção, levando-a para o posto da GNR de Valpaços para ser inquirida pela Polícia Judiciária. Já seriam 4h00 quando esta suspeita confessou o crime e depois indicou o local onde teria deixado o corpo”, afirmou Tânia.
Texto: Luís Sigorro; Fotos: D.R.