Viúva de Pinto da Costa reage às acusações de desvio do dinheiro
Cláudia Campo nega “qualquer desvio, apropriação ou dissipação de património” do Presidente do FC Porto e acusa Alexandre Pinto da Costa de só se lembrar do pai “após o óbito”.
Na última semana, Cláudia Campo, viúva de Pinto da Costa, voltou a ver o seu nome envolvido em polémica com a divulgação dos ficheiros da queixa-crime que Alexandre Pinto da Costa apresentou contra si. O filho do presidente exige 3,8 milhões de euros à madrasta, no âmbito do processo da herança, e alega que as contas do pai foram esvaziadas até à sua morte.
Contactada pela NOVA GENTE, a antiga bancária defende-se e acusa Alexandre de só querer saber do pai após a sua morte. “É absolutamente falso afirmar ou insinuar que tenha esvaziado contas, feito desaparecer dinheiro ou património, ou praticado qualquer apropriação ilegítima. As matérias que têm vindo a ser publicadas correspondem a alegações unilaterais, produzidas em contexto de litígio judicial, por alguém que apenas se lembrou que tinha Pai após o óbito do mesmo”.
“A sua apresentação pública, como se estivessem demonstrados e provados os factos, falseia a realidade e visa criar uma realidade paralela que apenas existe no seu imaginário. É também falso sugerir que exista qualquer decisão judicial que lhe permita defender que “ganhou o recurso”, já que a mesma não existe. O que existe é uma decisão, também reclamada, que determina a baixa dos autos à 1.ª instância para nova apreciação e clarificação da parte factual, sem qualquer decisão de mérito sobre os factos em causa”, pode ler-se no comunicado que a equipa jurídica da viúva do ex-líder portista enviou à nossa redação.
Indignada com o que tem lido a sua respeito, a viúva decidiu avançar para tribunal com um processo por difamação. “Cláudia Campo Pinto da Costa rejeita integralmente as imputações que lhe têm sido dirigidas, reafirma que não praticou qualquer desvio, apropriação ou dissipação de património, o que aliás resulta de todos os processos nos quais é parte, e informa que está em curso mais uma participação criminal contra o autor das falsas notícias publicadas, uma vez que não aceita nem pode aceitar que a sua honra seja posta em causa desta forma tão rasteira, típica de quem quer julgar e não aceita ser julgado”
Texto: Vânia Nunes; Fotos: Arquivo Impala