Entre Brindes Margarida Corceiro e Lando Norris: Bloquear é uma forma de seguir em frente
Não faltou quem dissesse que a relação entre os dois era apenas uma estratégia mediática. Curiosamente, a forma como terminou convenceu-me exatamente do contrário.
Durante muito tempo houve quem garantisse que a relação entre Margarida Corceiro e Lando Norris não passava de uma estratégia. Que era um namoro conveniente, bom para as marcas, para a exposição mediática e para as carreiras de ambos. Um “contrato”, como tantas vezes se lia nas redes sociais.
Mas a verdade é que o pós-separação parece contar uma história completamente diferente. Quando uma relação termina, cada pessoa encontra a sua forma de lidar com a dor. Há quem desapareça, há quem finja que está tudo bem e há quem precise simplesmente de cortar todos os laços para conseguir seguir em frente. Se, de facto, Margarida decidiu deixar de seguir Lando Norris, bloquear esse capítulo da sua vida ou afastar-se do que lhe fazia mal, acho que fez exatamente aquilo que qualquer pessoa tem o direito de fazer.
Há uma romantização muito grande da ideia de que os ex-namorados devem manter uma relação cordial e acompanhar a vida um do outro. Nem sempre isso é saudável. Às vezes, seguir em frente começa precisamente quando deixamos de querer saber.
O que mais me surpreende, no entanto, é a forma como Lando Norris parece lidar com toda esta situação. Não conheço os contornos da relação dos dois mas, olhando para aquilo que tem vindo a público, é difícil não estranhar a sucessão de fotografias, rumores e saídas que rapidamente acabam estampadas na imprensa internacional. Mesmo admitindo que tenha todo o direito de refazer a sua vida, custa perceber a falta de cuidado perante alguém com quem partilhou uma relação tão mediática. Quando sabemos que cada gesto será escrutinado ao detalhe, alguma discrição também pode ser uma forma de respeito.
A Margarida tem uma carreira internacional em crescimento e uma idade em que ainda tem muito para conquistar, e acredito que possa ser precisamente o impulso de que precisava para se concentrar ainda mais no trabalho e provar que o seu percurso nunca dependeu da pessoa que tinha ao lado. Porque as relações acabam, mas as dignidade deve ficar. E, às vezes, a melhor forma de seguir em frente é fechar a porta sem olhar para trás.
Texto: Luís Duarte Sousa; Fotos: Impala