Montenegro apela a “sentido de responsabilidade” em prol da viabilização da PSU
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, pediu hoje aos partidos políticos “sentido de responsabilidade” em prol da viabilização da proposta de criação da Prestação Social Única (PSU), defendendo “cedências” para se alcançar um acordo.
“Estou naturalmente expectante e aquilo que eu posso adiantar é que o Governo e os grupos parlamentares que o suportam na Assembleia da República estão a fazer um esforço muito, muito grande de aproximação e de diálogo político com os partidos da oposição, em particular com os dois maiores partidos que são aqueles que têm a possibilidade de viabilizar esta iniciativa”, afirmou Luís Montenegro, em Nova Iorque.
O chefe do Executivo português falava aos jornalistas, após uma passagem pela Missão Permanente de Portugal na ONU, em Nova Iorque, numa altura em que ainda não tinha sido anunciado o acordo PSD-PS para a viabilização da PSU.
De acordo com o primeiro-ministro, está em cima da mesa com um “conjunto de mudanças muito significativas, a congregação numa única prestação de várias prestações sociais hoje difusas e a valorização da situação de cada um”.
“Ninguém vai perder com esta formulação. Portanto, a minha expectativa é que os partidos políticos possam, no fundo, anuir a estes princípios e a esta proposta e faço mesmo um apelo para que possa imperar o sentido de responsabilidade, o sentido verdadeiramente político na dimensão em que cada um terá de ceder talvez um pouco da sua posição inicial para podermos chegar a um acordo”, instou Montenegro, ao falar com os jornalistas após uma passagem pela Missão Permanente de Portugal na ONU.
Em Nova Iorque, Montenegro insistiu que esta é uma iniciativa “muito importante para garantir a proteção social das pessoas mais vulneráveis na sociedade”, “para garantir que há uma moralização no funcionamento dessas prestações”, frisando que é também “um marco do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) que devemos cumprir”.