Zelensky vê “janela de oportunidade” na consolidação militar de Kiev para curso da guerra

O Presidente da Ucrânia afirmou hoje que existe uma “janela de oportunidade” na guerra desencadeada pela Rússia contra o país, graças ao reforço militar de Kiev e ao impacto dos seus ataques em território russo.

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“Neste momento, temos uma janela de oportunidade. A Ucrânia fortaleceu-se tanto no campo de batalha como no espaço aéreo. Todos veem estes resultados, alcançados sobretudo graças aos nossos combatentes”, afirmou Volodymyr Zelensky numa conferência de imprensa, onde salientou que o Presidente russo, Vladimir Putin, compreende que “neste momento não tem qualquer vantagem”.

“Tem mísseis balísticos, de facto, continua a levar a cabo ataques absolutamente trágicos e atrozes contra a população civil do nosso país, mas essa é a única vantagem que lhe resta”, afirmou, sublinhando que esse tipo de ataques evidencia a fraqueza de Moscovo, que “não tem qualquer outra” vantagem sobre a Ucrânia.

“Toda a gente vê isso”, assinalou.

Segundo o líder ucraniano, esta é a análise partilhada pelos líderes internacionais, incluindo o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com quem se reuniu à margem da cimeira da NATO esta semana em Ancara, capital da Turquia.

“Todos concordam numa coisa: a Ucrânia fortaleceu-se”, salientou.

Ainda assim, devido à falta de mísseis intercetores para os sistemas norte-americanos Patriot, a Ucrânia tem estado mais vulnerável aos bombardeamentos com mísseis balísticos russos, embora tenha alcançado um acordo com o homólogo norte-americano em Ancara para Kiev começar a produzir mísseis para este sistema.

Contudo, a produção destes mísseis pode demorar até dois anos.

Em relação à situação que a Rússia atravessa, o líder ucraniano recordou a medida adotada por Putin para suspender temporariamente a exportação de gasóleo.

“Um país como a Rússia, cuja economia sempre se orientou para a exportação dos seus próprios recursos energéticos, esforça-se agora por encontrar combustível onde quer que seja e por aumentar, de uma forma ou de outra, a sua capacidade de o importar”, afirmou.

Desta forma, salientou que a Ucrânia conseguiu impedir este abastecimento, importante fonte de receitas para Moscovo.

“A Ucrânia já o fez, já alcançámos esse objetivo”, sublinhou.

Zelensky permitiu-se, neste ponto, ironizar sobre o facto de que, se o ex-presidente russo Boris Ieltsin, já falecido, “tivesse sabido que, mais de vinte anos depois, a Rússia, em vez de exportar recursos energéticos, os estaria a importar” em consequência das decisões de Putin de “desencadear uma guerra”, “teria escolhido um sucessor diferente”.

O Presidente ucraniano quis também hoje fazer um balanço dos resultados que as forças do país alcançaram esta semana com os seus ataques de longo alcance contra infraestruturas energéticas russas.

“Os drones ucranianos chegaram à Sibéria e atacaram a refinaria de petróleo em Omsk, a quase 2.500 quilómetros da Ucrânia. Agora, nenhuma refinaria de petróleo russa está fora do alcance das armas ucranianas”, escreveu, por sua vez, nas redes sociais.

Zelensky recordou que estes últimos ataques tiveram como alvo regiões tão distantes da fronteira ucraniana como Saratov, Rostov, Tver, Stavropol e Krasnodar.

“Os drones também foram utilizados contra instalações em Moscovo, Leninegrado e Briansk”, acrescentou.

 

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By Impala News / Lusa

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