NATO/Cimeira: Montenegro pede “menos perturbação e mais consistência” no Irão
O primeiro-ministro pediu hoje que o processo de paz no Irão tenha “menos perturbação e mais consistência”, reiterando o apelo para que se encontre uma “solução de cessar-fogo que permita restabelecer a normalidade” na região.
Em conferência de imprensa no final da cimeira de chefes de Estado e de Governo da NATO, em Ancara, Luís Montenegro afirmou que o Governo tem sempre defendido que a “via diplomática, negocial é a correta para restabelecer a normalidade no Médio Oriente”.
Por isso, “aquilo que nós desejamos é que este processo [de paz] possa ter menos perturbação e mais consistência ao longo do tempo. É algo que não depende de nós, depende das partes envolvidas”, afirmou.
O primeiro-ministro insistiu que o desejo do Governo português é que, “não obstante algumas polémicas intermitentes na relação entre as partes envolvidas, possa preponderar o que é essencial: uma solução de cessar-fogo que permita restabelecer a normalidade naquela região”.
Montenegro defendeu que a normalidade no Médio Oriente é fundamental para garantir a “navegabilidade no Estreito de Ormuz”, com as consequências que isso tem do ponto de vista económica, mas também assegurar que o Irão “não tem uma arma nuclear” e que a segurança da Aliança não é “colocada em causa por esta via”.
O primeiro-ministro reagia às declarações do Presidente dos Estados Unidos que, esta manhã, à margem da cimeira da NATO, afirmou que o cessar-fogo com o Irão acabou e apelidou os líderes iranianos de escumalha e mentirosos.
“No que a mim me diz respeito, acabou”, respondeu Donald Trump aos jornalistas à margem da cimeira da NATO, que termina hoje em Ancara, capital da Turquia.
Trump afirmou que “não quer lidar mais com essa gente”, apelidando os líderes iranianos de “escumalha”, “mentirosos” e “pessoas violentas e cruéis que se tivessem uma arma nuclear, usá-la-iam”.
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By Impala News / Lusa