Cerca de 14.600 pessoas alojadas em acampamentos temporários na Venezuela
Um total de 14.634 pessoas estão alojadas em 87 acampamentos temporários, 13 dias após os sismos que atingiram a Venezuela, disse hoje o ministro da Educação, Hector Rodríguez.
O relatório, com dados atualizados até às 06:00 de hoje (hora local, 10:00 em Lisboa) e publicado na plataforma Telegram, detalha que a infraestrutura de emergência tem uma capacidade instalada de 20.227 lugares.
O estado mais devastado pelos terramotos, La Guaira, tem a maior concentração de cidadãos abrigados, com 8.613 pessoas distribuídas em 26 acampamentos.
Destes centros, oito estão em “processo de expansão”, segundo as autoridades venezuelanas.
Por sua vez, em Caracas, capital do país, foram ativados 39 campos temporários com uma capacidade total de 11.192 lugares, dos quais 4.961 estão ocupados pelos afetados.
No estado de Miranda (norte, perto de Caracas), 22 campos continuam operacionais, com uma capacidade instalada de 2.003 lugares, albergando atualmente 1.060 pessoas.
O ministro da Educação disse que instituições do Estado, do setor privado, da comunidade e das organizações multilaterais trabalham em conjunto para “multiplicar as capacidades logísticas e humanas, garantindo que cada família receba todo o apoio possível”.
As pessoas afetadas pelos terramotos em La Guaira deslocaram-se para outras regiões que não sofreram danos consideráveis, indicou o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA) à agência noticiosa espanhola EFE no domingo.
Treze dias após o duplo terramoto que abalou a Venezuela, o trabalho concentra-se na remoção de destroços dos edifícios desmoronados em La Guaira e na recuperação de corpos das vítimas.
De acordo com o mais recente balanço do Governo, divulgado na segunda-feira, 6.462 pessoas foram resgatadas – um número que não mudou desde a última quinta-feira – e 17.854 perderam as suas casas.
Pelo menos 3.535 pessoas morreram e 16.740 ficaram feridas, segundo o mais recente relatório das autoridades.
O número de pessoas desaparecidas, 157, mantém-se inalterado desde 25 de junho. As Nações Unidas chegaram a estimar em 50.000 o número de desaparecidos.
Entre os mortos, há pelo menos 97 portugueses e lusodescendentes, e outros 59 estão desaparecidos ou incontactáveis.
Várias nações, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros português anunciou que seguem hoje para Caracas toneladas de ajuda humanitária, ferramentas e duas ambulâncias equipadas, enquanto os operacionais enviados após os sismos regressarão a Portugal.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
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By Impala News / Lusa