NATO/Cimeira: Zelensky pressiona aliados na “prioridade máxima” da defesa aérea
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pressionou hoje os membros da NATO a investir mais em sistemas de defesa aérea e salientou que as capacidades do seu país no setor dos drones poderiam valiosas para a Aliança.
O chefe de Estado ucraniano falava no Fórum Industrial da Aliança Atlântica, que decorre à margem dos trabalhos da cimeira de chefes de Estado e de Governo em Ancara, capital da Turquia.
Na sua intervenção, Zelensky salientou que a Europa ainda precisa de construir uma “defesa sólida contra os mísseis balísticos da Rússia”, considerando que essa continua a ser uma das maiores vantagens de Putin.
“A Europa precisa de sistemas antibalísticos acessíveis e produzidos em massa o mais rapidamente possível. Na verdade, já hoje”, apelou o chefe de Estado ucraniano.
Zelensky alertou que este investimento não pode esperar e pediu que um dos principais resultados desta cimeira seja “uma maior determinação e mais decisões em matéria de defesa aérea”.
Apesar de considerar que o sistema avançado de mísseis antiaéreos e antibalísticos Patriot desenvolvido pelos Estados Unidos da América “é excelente”, Zelensky avisou que “não é suficiente para satisfazer a crescente procura” e que está em contacto com os norte-americanos para discutir “licenças de produção” destes sistemas.
O chefe de Estado realçou que esta é a “prioridade máxima” e que “tudo o resto” a Ucrânia é capaz de fazer, dando particular destaque às capacidades de drones.
Na sua intervenção, Zelensky realçou que as empresas ucranianas do setor e as capacidades de Defesa daquele país tornaram-se “das mais fortes da Europa e deram provas do seu valor numa guerra moderna”.
“Acreditam mesmo que seria correto que um país e um povo com este nível de capacidade defensiva vivessem fora da NATO? Se já dispomos destas capacidades, se os ucranianos já sabem lutar assim, então faz todo o sentido que estas capacidades passem a fazer parte da defesa coletiva da Aliança”, argumentou.
O chefe de Estado ucraniano defendeu que a integração do seu país na Aliança tornaria “todos mais fortes” e considerou “natural” que a Ucrânia faça parte desta “comunidade de segurança comum”.
ARL /TA //APN
By Impala News / Lusa