Moçambique prevê acordos para introduzir tecnologia 5G até 2030

Moçambique prevê assinar parcerias para introdução da tecnologia de quinta geração (5G) de redes móveis nos centros urbanos e zonas rurais até 2030, na quinta conferência das comunicações, com mais de 300 participantes e empresas globais do setor.

Moçambique prevê acordos para introduzir tecnologia 5G até 2030

“Nesta conferência, o que essencialmente impactará no subscritor de serviços de telecomunicações é que vamos passar a criar um plano para introdução da tecnologia 5G, que vai começar pelos grandes centros urbanos, mas as zonas rurais não podem ficar de fora. É importante desenharmos um plano para as zonas rurais”, disse em conferência de imprensa Salomão David, porta-voz do evento que visa debater o futuro do setor das comunicações e o seu papel na transformação digital do país. 

A 5.ª Conferência Nacional das Comunicações, organizada pela Autoridade Reguladora das Comunicações de Moçambique (INCM), decorrerá entre 22 e 23 de junho, na cidade de Maputo, sob o lema “Comunicações como pilar da Transformação Digital em Moçambique: Conectividade, Inclusão e Resiliência”, conforme avançou Salomão David, prevendo a criação de parcerias bilaterais.

Segundo o porta-voz, o evento reúne mais de 300 participantes, entre eles decisores políticos, reguladores, operadores, académicos, representantes da sociedade civil e parceiros nacionais e internacionais, incluindo 62 oradores e empresas globais do setor das comunicações e tecnologias.

“Essencialmente, são acordos bilaterais, alocação de licenças de novas gerações (…). E não são acordos meramente financeiros, muito pelo contrário, são boas notícias para o sistema de telecomunicações em Moçambique”, disse Salomão David.

 As três operadoras de telefonia móvel moçambicana, nomeadamente a estatal Tmcel, a Vodacom Moçambique e a Movitel, concorreram ao leilão para implementar a rede móvel de quinta geração (5G), visando acelerar a digitalização da economia e promover novos serviços e aplicações digitais, anunciou o regulador em abril.

Segundo uma nota divulgada pelo INCM, na altura, as propostas visam a atribuição de frequências nas faixas dos 700 MHz, 2.6 GHz e 3.5 GHz, consideradas essenciais para garantir um equilíbrio eficiente entre cobertura territorial, capacidade de rede e qualidade de serviço, pilares fundamentais para o desenvolvimento das redes móveis de quinta geração.

A conferência das comunicações vai decorrer em paralelo com a Semana Digital e a Aliança Ministerial para Nações Digitais da Commonwealth Telecommunications Organisation (CTO), iniciativas que, segundo o responsável, conferem “maior dimensão internacional ao encontro e alargam o debate em torno da construção de governos digitais do século 21”.

Entre os vários temas a debater no evento estão a digitalização, conetividade e inovação, tarifas dos serviços de comunicação e a dinâmica concorrencial do mercado, além do combate à fraude, interoperabilidade de serviços e identidade digital.

Salomão David espera ainda soluções para a implantação da tecnologia 4G nos distritos, povoados e em algumas zonas recônditas no país, em uso nos centros urbanos, reconhecendo desafios que surgem com a expansão das tecnologias.

Moçambique está a 82% de cobertura a nível de serviços de telecomunicações, conforme indicou o porta-voz da quinta conferência, esperando ter até 2030 pelo menos 96% do país coberto.

“Teremos de procurar e encontrar formas de identificá-los, mapear e também usar o nosso fundo de serviço de acesso universal para poder garantir que estes sítios também tenham cobertura. A ideia é que da quinta conferência deste ano ninguém fique fora do sistema das telecomunicações”, acrescentou Salomão David.

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By Impala News / Lusa

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