Portugal subscreve declaração sobre “reabertura urgente” do estreito de Ormuz
Portugal subscreveu hoje a declaração feita no domingo pelos governos do Reino Unido, França, Alemanha e Itália sobre o acordo entre os EUA e Irão na qual exortavam a “reabertura urgente” do estreito de Ormuz.
Felicitando os duas partes e os mediadores, o Paquistão e o Catar, o comunicado considerou este “um momento propício para restaurar a estabilidade regional e estabilizar a economia global”.
Os quatro países, conhecidos em conjunto como E4, pediram a conclusão das negociações detalhadas para que o “acordo seja implementado de forma rápida e abrangente”.
“A reabertura urgente do estreito de Ormuz, com liberdade de navegação incondicional e sem restrições, é essencial. Estamos empenhados em desempenhar o nosso papel para alcançar este objetivo”, referiram.
Invocando o trabalho de cooperação para montar uma operação militar de apoio à reabertura daquela passagem marítima, o E4 vincou que esta será “uma missão estritamente defensiva e independente destinada a tranquilizar a navegação comercial e a realizar operações de desminagem”.
“Estamos prontos para colaborar com os EUA, o Irão e a AIEA para esse fim. Estamos dispostos a levantar as sanções relevantes em resposta a medidas claras e verificáveis por parte do Irão relativamente ao seu programa nuclear”, acrescentaram.
Segundo o portal do Governo britânico, Portugal foi um dos 31 países que subscreveram a declaração nos últimos dias.
A assinatura do memorando de entendimento está prevista para sexta-feira e marcará o início de um processo negocial de 60 dias destinado a alcançar um acordo de paz definitivo entre Washington e Teerão.
O entendimento foi anunciado no domingo pelo Paquistão, que tem desempenhado funções de mediação entre as partes, e posteriormente confirmado pelos governos norte-americano e iraniano.
O documento surge após mais de três meses de conflito no Médio Oriente, desencadeado pela ofensiva lançada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão.
Entretanto, persistem divergências quanto ao alcance do acordo, com Teerão a alertar que os ataques israelitas no Líbano poderão constituir uma violação dos compromissos assumidos no âmbito do entendimento alcançado com Washington.
BM (RJP)// APN
By Impala News / Lusa