Entre Brindes – Será Felipe VI homossexual, ou tudo não passa de uma conspiração?

Rumores, acusações e livros polémicos. A monarquia espanhola vive dias de instabilidade, mas a grande questão é: quem está por trás desta avalanche?

Entre Brindes - Será Felipe VI homossexual, ou tudo não passa de uma conspiração?

Algo de profundamente estranho parece estar a acontecer na família real espanhola. Felipe VI e Letizia Ortiz têm sido, nos últimos tempos, alvo de uma sucessão de ataques que levantam mais dúvidas do que respostas, e que voltam a colocar a estabilidade da monarquia sob pressão.

Os rumores multiplicam-se, os escândalos sucedem-se e a sensação é clara: há uma tentativa contínua de fragilizar a imagem do casal real. Resta perceber porquê. Estaremos perante uma máquina de difamação movida por interesses externos, sede de notoriedade e ganhos financeiros? Ou haverá, de facto, verdades incómodas que alguém quer manter escondidas?

Depois das alegações lançadas por Jaime del Burgo, que apontavam para um alegado envolvimento com a própria cunhada, surge agora um novo capítulo. Um livro do jornalista Joaquín Abad vem insinuar que o rei terá mantido, ao longo dos anos, relações íntimas com homens, alguns deles figuras públicas, como Alejandro Sanz, e que o casamento com Letizia teria sido, alegadamente, uma construção estratégica da corte para silenciar rumores antigos.

O problema? Não há provas. Nenhuma evidência concreta que sustente acusações tão graves. E, ainda assim, continuam a circular com uma facilidade inquietante. Curiosamente, nem todas as suspeitas recaem sobre setores antimonárquicos. A cronista Pilar Eyre já tinha revelado que muitas destas informações falsas poderão partir de círculos monárquicos próximos do rei emérito, Juan Carlos I. E é aqui que o enredo ganha contornos ainda mais delicados.

Com um passado marcado por polémicas e uma conduta amplamente criticada, Juan Carlos continua, segundo várias fontes, a exercer uma influência silenciosa, mas poderosa, nos bastidores. Uma influência que poderá não só afetar a imagem pública de Felipe VI, como também fragilizar o seu casamento e a própria credibilidade da monarquia a nível internacional.

No meio de tudo isto, há uma linha que não pode ser ignorada: a facilidade com que se constroem narrativas sem provas, capazes de abalar instituições inteiras. Porque, quando a dúvida se instala, mesmo sem fundamento, o dano já está feito. E talvez seja esse o verdadeiro problema. Não aquilo que é verdade, mas aquilo que se faz parecer verdade.

Texto: Luís Duarte Sousa; Fotos: Shutterstock

Notícia www.novagente.pt

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