Uber da Droga Cabecilha da rede matou pai a tiro quando tinha 17 anos

Para além da pena que está a cumprir por tráfico de droga, Nuno Ricardo Nogueira dos Santos já tinha sido condenado por matar o próprio pai

O caso conhecido como “Uber da Droga” continua a dar que falar após de terem sido conhecidos novos detalhes sobre a rede de tráfico que abasteceria clientes de vários setores da sociedade, incluindo figuras públicas.

No centro da investigação está Nuno Ricardo Nogueira dos Santos, apontado pelas autoridades como líder da organização e recentemente condenado a cinco anos e seis meses de prisão efetiva.

A investigação ganhou enorme projeção mediática quando surgiram referências a nomes conhecidos do público português, entre eles os atores José Carlos Pereira e Marta Gil, bem como o judoca Jorge Fonseca.

Durante cerca de um ano, o telemóvel de Nuno Santos esteve sob escuta das autoridades, permitindo recolher elementos que viriam a sustentar a acusação contra a alegada rede de tráfico.

Segundo informações divulgadas durante o processo, a lista de clientes incluiria ainda empresários, médicos, funcionários da TAP e antigos concorrentes de reality shows.

Apesar de ter ficado conhecido recentemente devido ao caso “Uber da Droga”, o passado de Nuno Santos já tinha sido marcado por um episódio dramático.

Cabecilha matou pai quando tinha 17 anos

De acordo com informações avançadas pelo Correio da Manhã, quando tinha apenas 17 anos, foi condenado após ter morto o pai a tiro para alegadamente defender a mãe. O caso ocorreu num contexto familiar considerado complexo, sendo referido que o progenitor era toxicodependente e tinha comportamentos violentos dentro de casa. Cumpriu apenas um ano.

Depois de sair da prisão, dedicou-se ao desporto e entrou no mercado de trabalho. Mais tarde emigraria, regressando posteriormente a Portugal para desenvolver vários projetos profissionais. Ao longo dos anos, esteve ligado a diferentes áreas de negócio, incluindo o setor imobiliário, a cosmética e o comércio.

A investigação conduzida pelas autoridades culminou na detenção de Nuno Santos no final de 2024. Os investigadores consideraram que o arguido desempenhava um papel central na alegada rede de distribuição de estupefacientes que operava na região de Lisboa. 

Texto: Tomás Cascão; Fotos: Redes sociais

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