Alcácer do Sal Padrasto de crianças abandonadas é ex-polícia com cadastro violento
Marc Ballabriga, o padrasto que foi capturado em Fátima ao lado da mãe das crianças, tem um passado marcado pela violência. O homem de 55 anos é um ex-agente da autoridade com antecedentes criminais por agressões e perseguição a uma antiga companheira.
O caso de abandono de duas crianças que chocou em Portugal, continua a fazer correr tinta na imprensa nacional e nas redes sociais. Até porque, sabe-se agora, que ao contrário da mãe dos meninos, Marine, o padrasto destes, Marc Ballabriga, é um velho conhecido da justiça francesa.
Ex-polícia condenado por agredir antiga companheira
O passado de Marc esconde um historial de agressividade e obsessão. Há cerca de 16 anos, o indivíduo, que na altura exercia funções como agente da autoridade, viu a sua carreira ruir devido ao comportamento violento que adotou contra a mãe da sua própria filha.
O caso acabou nos tribunais e resultou numa pesada condenação. Em 2010, o agora padrasto dos meninos abandonados “foi condenado por assédio e violência contra uma ex-companheira, mãe da filha de Marc Ballabriga”. Na altura, o sistema judicial gaulês aplicou-lhe “uma pena suspensa de nove meses, com dois anos de liberdade condicional”, tal como deu a conhecer a TVI.
Depressão profunda, teorias da conspiração e um livro escrito
A saída das forças de segurança terá sido o rastilho para o descontrolo emocional do suspeito. A partir desse momento, o homem terá enfrentado graves problemas psicológicos e “terá transtornos psiquiátricos”, conforme relata a estação de Queluz de Baixo.
Após abandonar a farda, o francês “terá atravessado uma longa depressão” e converteu as suas plataformas digitais num mural de ódio. Através da internet, partilhava frequentemente publicações “de natureza conspiratória e antissemita”.
A obsessão pela perda da guarda da sua filha biológica levou-o inclusive a aventurar-se no mundo da escrita. Marc chegou a lançar no mercado uma obra literária com o nome “Renaissance”, cujo conteúdo detalhava a sua batalha nos tribunais para tentar reaver a custódia da menor, Emma, um processo que o próprio alegava ter sido gerido de forma injusta contra si. .
Texto: Tiago Miguel Simões; Fotos: DR