Irão: Macau disponibiliza 4,38 ME para mitigar aumento dos combustíveis
Governo de Macau anunciou hoje que vai disponibilizar 41 milhões de patacas (4,38 milhões de euros) aos operadores petrolíferos locais para aliviar a subida dos combustíveis provocada pela guerra no Médio Oriente.
As autoridades da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) tinham já anunciado há duas semanas que colocariam à disposição das empresas comerciantes de combustíveis no território 80 milhões de patacas (8,4 milhões de euros) para ajudar a mitigar o aumento preço do diesel.
O novo subsídio anunciado pelas autoridades de Macau será de 2,55 patacas (0,27 euros) por litro de GPL, e 1,5 patacas (0,16 euros) por litro de gasolina, durante dois meses, entre 26 de maio e 25 de julho.
Coube ao diretor da Direção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), Yau Yun Wah, apresentar em conferência de imprensa “o plano para efetivamente aliviar a pressão sobre custo de vida dos residentes e os custos operacionais das micro, pequenas e medias empresas, decorrentes do aumento do preço do gás de petróleo liquefeito (GPL) e da gasolina”, que se irá traduzir numa despesa de 16 milhões de patacas (1,84 milhões de euros) com o GPL e 25 milhões de patacas (2,8 milhões de euros) para controlar o preço da gasolina sem chumbo.
A previsão tem por base o consumo médio de GPL e gasolina sem chumbo registado em Macau nos últimos meses e um aumento dos preços na ordem dos 60% desde março.
“Tomando o GPL como exemplo, o preço médio de mercado no início de março era de aproximadamente 21,37 patacas [2,28 euros] por quilograma, enquanto o preço médio atual é de 25,63 patacas [2,74 euros], o que representa um aumento de 4,26 patacas [0,45 euros]. O subsídio cobre 60% deste montante”, explicou o responsável. “O método de cálculo para o regime de subsídios à gasolina é o mesmo”, concluiu.
As cinco operadoras do território vão ficar obrigadas a manter registos completos e a apresentar relatórios quinzenais, e auditores independentes irão analisar as informações recolhidas e verificar eventuais irregularidades, como registos falsos, sublinhou a DSEDT.
As importações totais de petróleo pela Ásia, que absorvem 85% dos envios de crude do Golfo, caíram a pique 30% em abril face ao ano anterior, atingindo o nível mais baixo desde outubro de 2015, segundo dados da Kpler com base em dois meses de bloqueio do Estreito de Ormuz.
O estreito foi praticamente encerrado na sequência da guerra lançada contra o Irão pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.
A China, o maior importador de petróleo do mundo, protegeu-se da atual crise através do recurso a fornecedores alternativos, como a Rússia, reservas estratégicas, energias alternativas e restrições à exportação de combustíveis e fertilizantes.
Segundo o diretor da DSEDT, os preços em Macau “seguem a plataforma de Singapura”, como acontece em toda a Ásia-Pacífico, enquanto no interior da China são determinados pela Comissão de Reforma e Desenvolvimento, que define a estratégia económica nacional e aplica limites e reduções temporárias para suavizar os impactos de picos anormais nos preços globais.
Singapura atua como principal definidora de preços de combustíveis na região da Ásia-Pacífico, por ser um importante centro regional de refinação e distribuição.
Segundo a informação oficial existem cinco operadoras petrolíferas no mercado em Macau: Total, Shell, Esso, Caltex e a companhia estatal Nam Kwong Oil, com esta última a gerir o único terminal de petróleo para fins públicos e comerciais do território.
JW (NCM) // JMC
By Impala News / Lusa