Alcácer do Sal O que tramou a mãe e o padrasto das crianças abandonadas? “Infantilidade”

Pensavam que estavam longe, mas a “infantilidade” tramou-os. Depois de deixarem os dois filhos menores entregues à própria sorte na Comporta, a mãe e o padrasto fugiram em direção ao Santuário de Fátima, onde se sentiam a salvo

Alcácer do Sal O que tramou a mãe e o padrasto das crianças abandonadas?

A fuga dos dois responsáveis pelo terrível abandono de duas crianças, de 3 e 5 anos chegou ao fim da forma mais inesperada. O casal que chocou o país ao submeter os filhos a um “jogo macabro” antes de os abandonar foi detido pela Guarda Nacional Republicana (GNR) a cerca de 200 quilómetros do local do crime.

A estratégia de fuga, que esteve longe de ser brilhante, ruiu por completo devido à rápida articulação das forças de segurança portuguesas e à total ingenuidade dos suspeitos. Assim que o alerta do resgate das crianças foi dado pelo popular que as salvou, as autoridades partilharam os dados cruciais da viatura utilizada pelos fugitivos com todas as forças policiais.

“Na posse da marca da viatura, da cor, da matrícula, a GNR fez evidentemente uma difusão a todos os postos do país, também com acesso à PSP e às outras fontes. Principalmente naquela situação preventiva, não fosse tentar atravessar a fronteira com Espanha. Mas a verdade é que todos os postos do país a tinham”, explicou o jornalista Sérgio Vitorino, em direto na CMTV.

Apanhados à porta de um café na cidade santa

Confiantes de que a distância geográfica os colocava fora do radar, os criminosos decidiram fazer uma paragem na cidade de Fátima. “E o carro foi visto ao que tudo indica, à porta de um café, estacionado em Fátima, por uma patrulha que viu um carro de matrícula francesa (…) e depois foram encontrar as pessoas que estavam pacificamente no café à espera”, continuou o jornalista.

“Estas pessoas não preparam propriamente uma fuga muito inteligente para não serem capturadas pelas autoridades. (…) Estas pessoas não são criminosos profissionais. Estas pessoas cometem erros e têm, na perspectiva de um criminoso, infantilidade. De maneira que é perfeitamente possível que tenham julgado por si próprios que, estando em Fátima, a cerca de quase 200 quilómetros do local, abandonaram as crianças” estavam seguros, garantiu Vitorino.

Texto: Tiago Miguel Simões; Fotos: Unsplash

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