Galp estima normalização do abastecimento nas Lajes até 23 de maio

A Galp estima que o abastecimento de combustível para aviação na Aerogare Civil das Lajes, na ilha Terceira, nos Açores, esteja progressivamente normalizado até 23 de maio, informou hoje fonte oficial da empresa.

Galp estima normalização do abastecimento nas Lajes até 23 de maio

Em resposta à Lusa, a Galp confirmou que um lote de combustível destinado à ilha Terceira “não cumpriu integralmente os critérios internos de qualidade aplicáveis ao combustível de aviação”, tendo sido, por isso, retirado preventivamente e não colocado no mercado.

Segundo a empresa, o produto saiu da refinaria de Sines “devidamente certificado à data da expedição”, mas os indícios disponíveis apontam para uma ocorrência operacional na cadeia logística, “possivelmente associada a operações de descarga do produto por via marítima”.

A petrolífera acrescentou que está ainda em curso “o apuramento das circunstâncias concretas”.

A Galp indicou também que ativou de imediato os procedimentos internos de investigação para apurar as causas da ocorrência e adotou medidas para substituir o produto.

“Em paralelo, estão a ser avaliadas medidas complementares no âmbito do controlo e monitorização da qualidade”, acrescentou.

De acordo com a empresa, foram ativados em 16 de maio abastecimentos adicionais a partir de São Miguel, assegurando o envio de combustível certificado para a Aerogare Civil das Lajes, com disponibilização faseada entre hoje e 21 de maio.

A Galp adiantou ainda que está planeada para hoje a chegada à Praia da Vitória de um navio para recolher o produto não conforme e repor novo combustível JET A-1 — combustível usado na aviação a jato — “em cumprimento dos requisitos de qualidade aplicáveis”, assegura.

“Com base na informação atualmente disponível, estima-se a normalização progressiva da operação até 23 de maio”, referiu fonte oficial da empresa.

No sábado, a CNN Portugal noticiou que durante esta semana não seria possível abastecer aeronaves na aerogare civil da Base das Lajes devido a “uma contaminação do combustível”, situação que incidiria apenas sobre o tráfego aéreo civil.

No domingo, o diretor da Aerogare Civil das Lajes, Vítor Pereira, admitiu à Lusa que o combustível que chegou à Terceira “não cumpriu com os testes de qualidade e segurança que a Galp tem para o seu produto”, mas afirmou não se tratar de contaminação.

O responsável disse então que as reservas existentes permitiam garantir que a operação aérea prevista “não iria sofrer alterações”, embora tivessem sido adotadas medidas de precaução.

Entre essas medidas, a aerogare pediu às companhias aéreas com destino à Terceira que voassem com mais combustível do que o habitual, para reduzir a necessidade de abastecimento local.

Também foi emitido um aviso para que emergências médicas fossem encaminhadas para Ponta Delgada enquanto a situação não estivesse normalizada.

No domingo, o ministro da Defesa, Nuno Melo, esclareceu que não havia qualquer problema com o abastecimento de aeronaves militares na Base das Lajes.

“Na dimensão da minha área de tutela, ou seja, no que tem a ver com os combustíveis necessários às operações militares, não há qualquer problema, os combustíveis existem”, afirmou Nuno Melo, em Alcobaça.

O Bloco de Esquerda dos Açores pediu entretanto “esclarecimentos imediatos” ao Governo Regional e ao Governo da República sobre a suspensão do abastecimento civil de aeronaves na Base das Lajes, considerando a situação “extremamente grave”.

SCR (ASR/DA/FM) // JNM

By Impala News / Lusa

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