Príncipe André acusado de pontapear o próprio cão na cabeça
Novo escândalo envolve o príncipe André: biógrafo real acusa-o de ter pontapeado o próprio cão na cabeça durante uma caçada em Sandringham.
A lista de escândalos do príncipe André voltou a crescer. O biógrafo real Andrew Lownie acusa o irmão do rei Carlos III de ter pontapeado o próprio cão labrador na cabeça durante uma caçada de faisões na propriedade de Sandringham. O relato consta da edição em brochura do livro ‘Entitled: The Rise and Fall of the House of York’, que sai em 21 de maio, e inclui o testemunho de um convidado que terá assistido ao incidente.
Segundo Lownie, o grupo fazia uma pausa quando o cão saltou e apanhou uma salsicha da mão de um convidado. André reagiu pontapeando o animal na cabeça, deixando-o a gemer no chão. O convidado confrontou-o imediatamente: “Isso é a coisa mais repugnante que já vi fazer ao teu belo cão.” Ao que o príncipe André, alegadamente, não reagiu com qualquer remorso.
Perseguido e isolado
A acusação de crueldade animal surge dias depois de outro incidente perturbador. Em 6 de maio, um homem foi detido pela polícia de Norfolk depois de ter perseguido André durante um passeio com os cães perto da sua nova casa no Sandringham, acusado de comportamento ameaçador e posse de arma ofensiva. O suspeito, Alex Jenkinson, de 39 anos, declarou-se não culpado no tribunal de Westminster.
André mudou-se para uma propriedade rural no Sandringham em abril de 2026, depois de obrigado a deixar o Royal Lodge, em Windsor, onde vivia há anos. A propriedade foi cercada com vedações elétricas e uma paliçada de seis metros antes da sua chegada, medidas de segurança que refletem o nível de hostilidade pública em torno do ex-duque de York.
Uma queda que não para
O príncipe André, que perdeu os títulos reais e militares, vive um dos capítulos mais sombrios da realeza britânica. A rainha Isabel II retirou-lhe as afiliações militares e os patrocínios reais em 2022, na sequência do escândalo Epstein, que o envolve há anos. O filho da falecida monarca foi acusado por Virginia Giuffre de abuso sexual quando esta tinha 17 anos, acusação que André sempre negou. Em 2022, chegou a acordo num processo civil nos Estados Unidos sem admitir qualquer responsabilidade.
No início de 2026, após a divulgação dos ficheiros Epstein, André foi detido sob suspeita de má conduta em funções públicas, sendo posteriormente libertado sob investigação. O rei Carlos III removeu-lhe os restantes títulos honoríficos em 2025.
Sarah Ferguson, ex-mulher e mãe das princesas Beatrice e Eugenie, continua a defender o ex-marido publicamente. “Amo-o, continuo a amá-lo. É um bom homem”, disse numa entrevista recente. As filhas do casal, contudo, têm mantido distância pública em relação ao pai.
Livro promete revelações explosivas
O biógrafo Andrew Lownie garante que a edição atualizada do seu livro traz “revelações explosivas” sobre a família York. A polémica fotografia com uma menor, que sempre esteve no centro do escândalo Epstein, foi negada por Ghislaine Maxwell, que garantiu tratar-se de uma falsificação. A Justiça nunca chegou a essa conclusão.
André tem atualmente 66 anos e permanece oitavo na linha de sucessão ao trono britânico. O governo do Reino Unido estuda legislação para removê-lo dessa posição.