Alta Definição Filipa Pinto abre o coração sobre depressão: “Foi difícil convencer-me de que precisava de ajuda”

Numa conversa nua e despida de preconceitos, a atriz, de 31 anos, revelou que aos 24 anos foi diagnosticada com Perturbação Obsessiva-Compulsiva. Antes já tinha enfrentado uma depressão.

Filipa Pinto abriu o coração na mais recente edição do programa Alta Definição, da SIC, numa conversa emotiva com Daniel Oliveira onde falou sobre a infância desafiante, a saúde mental e o diagnóstico que recebeu aos 24 anos. 

Filipa Pinto descreveu-se como uma criança “bem-disposta e muito sorridente”, mas reconheceu que por detrás dessa leveza existiu um percurso duro. Filha de pais divorciados desde cedo, encontrou no ex-padrasto uma nova figura paterna.

“Para mim não há distinção. Sou uma sortuda por ter três pais”, afirmou, não conseguindo esconder a emoção. Ao longo da infância e adolescência, mudou de casa 14 vezes, algo que naturalou abalou a sua estabilidade.

Foi durante a adolescência que Filipa Pinto começou a sentir as consequências do que foi vivendo na infância. Mais tarde, num período marcado pelo divórcio do ex-padrasto e pelo primeiro grande desgosto amoroso, a depressão instalou-se. “Eu estava muito perdida, estava muito frágil”, recordou.

O diagnóstico aos 24 anos

A atriz admitiu ter resistido inicialmente à ideia de pedir ajuda especializada e de recorrer a medicação. “Foi difícil convencer-me que se calhar precisava de mais ajuda do que aquilo que eu achava que conseguia fazer sozinha”, confessou.

Foi aos 24 anos que recebeu o diagnóstico de Perturbação Obsessiva-Compulsiva, numa altura em que já enfrentava mais um quadro depressivo. “Não dava para desligar a cabeça, que é muito cansativo”, descreveu sobre o impacto diário da condição.

Ainda assim, Filipa Pinto aprendeu a transformar a POC numa característica que se pode tornar numa vantagem. “Quando eu tenho um foco, não há ninguém que me tire dali”, afirmou.

A atriz reconheceu ser extremamente exigente consigo própria. Revelou ainda ter dificuldade em receber elogios de forma tranquila, sentindo com frequência a necessidade de se sentir verdadeiramente “merecedora” do reconhecimento que recebe. “Se podia fazer melhor? Podia”.

Texto: Tomás Cascão; Fotos: Redes sociais

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