Cláudio Ramos “Não se morre por causa disto, mas alguma coisa começa a falhar na vida pessoal”

Cláudio Ramos mantém-se nas manhãs da TVI, mas valoriza agora uma rotina menos intensa, após seis meses consecutivos dedicados ao Big Brother.

Sem manifestar especial vontade de regressar à condução de um reality show, Cláudio Ramos atravessa uma fase mais tranquila dasua vida profissional. O apresentador continua à frente do Dois às 10, na TVI, ao lado de Cristina Ferreira, mas longe da exigência adicional que implica conduzir um reality em simultâneo. “Agora estou, naturalmente, mais tranquilo, sem a azáfama de fazer um diário todas as noites, sem trabalhar aos fins de semana, com uma vida mais leve”, afirmou, na red carpet da festa do 33º aniversário da estação, que decorreu a 21 de fevereiro, no Casino Estoril.

Com uma rotina menos sobrecarregada, o comunicador explica que tem aproveitado o tempo de forma diferente. Foi mais vezes ao cinema e ao teatro, jantou com amigos, passou mais fins de semana fora e esteve mais presente na vida da filha. “Fiz tudo aquilo que não pude fazer durante seis meses”, referiu, numa alusão às duas edições consecutivas do Big Brother que conduziu. Apesar de reconhecer o desgaste associado a esse período, não exclui a possibilidade de aceitar um novo desafio no futuro. “Não me importo de abraçar um desafio”, disse, sublinhando, no entanto, a intensidade de conciliar as manhãs com um reality à noite de forma continuada: “É possível fazer, como eu fiz, como a Cristina vai fazer agora. Não se morre por causa disto, mas alguma coisa começa a falhar na nossa vida pessoal, no nosso lazer ou até na entrega ao trabalho”.

O apresentador considera que este tipo de ritmo implica uma escolha consciente. “Deixamos de ter vida, é uma opção. Estamos a trabalhar para isso. Há compensações, mas não podemos viver só para trabalhar. Por isso, não sinto saudades”, esclareceu.
Relativamente à possibilidade de voltar a comentar reality shows, hipótese que admitiu em tom de brincadeira, reconheceu que o contexto atual é diferente daquele que viveu anteriormente.

 

 

 

Texto: Luís Duarte Sousa; Foto: Tito Calado

 

 

 

 

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