Noori Afinal, foi homicídio? Ministério Público não autoriza cremação e PJ continua a investigar
A morte de Noori deixou todos em choque. Se inicialmente não existiam indícios de crime, a verdade é que as entidades envolvidas não dão o caso como encerrado.
Três meses após a morte de Noori, há muitas perguntas que continuam sem resposta. Embora todos os dados apontassem para suicídio, a verdade é que a investigação continua.
O Ministério Público ainda não autorizou a cremação do corpo e a Polícia Judiciária não deu o inquérito como concluído. A mãe da jovem, Cristiana Gaspar, falou recentemente com a SIC Notícias e levantaram novas interrogações sobre o desaparecimento e os dias que se seguiram.
“Tudo aquilo que aconteceu durante o desaparecimento dela é tudo muito estranho”, afirmou. Explicou que foi encontrado um cartão multibanco da jovem numa escola do Laranjeiro, estabelecimento que Carolina não frequentava, embora uma amiga sua estudasse ali. “Ela encontrou-o nos ‘perdidos e achados’ daquela escola. Passados dois dias aparece outro cartão multibanco, um Revolut dela, também perto dessa escola… A mala dela com os documentos aparece já quase um mês depois nesse parque onde ela ficava”, acrescentou.
Pai de Noori não acredita em suicídio
O pai de Carolina, Sérgio Torres, questionou ainda os procedimentos iniciais da investigação. “No meu ver, a primeira coisa a fazer pela Polícia Judiciária era extratos bancários. Se o fizeram, pelo menos a nós não nos disseram. Só ficámos a saber do extrato bancário da Carolina um mês e uma semana depois. (…) Há um movimento dia 10, no dia posterior ao desaparecimento, com o nome do local, em frente à escola. (…) A última mensagem que a Carolina enviou foi às 18h59, teoricamente ali em baixo na estação Gil Vicente, e o miúdo para quem ela enviou a mensagem respondeu-lhe sete minutos depois”, recordou.
“Faz-me confusão porque é que a Carolina não respondeu. Só se a Carolina mandou mensagem e se foi logo embora, foi direita lá abaixo e se atirou. Como é que era possível saber? A seguir ao dia do desaparecimento aqui, tivessem levado o caso a sério e fossem ver a quantidade de câmaras que há até chegar a Cacilhas”, afirmou ainda.
Texto: Tomás Cascão; Fotos: Redes sociais