Isaltino Morais O futuro longe da política e o plano de abrir um restaurante
Alheira à Transmontana e Feijoca à Lisboeta. Estes foram os pratos que o político preparou para cerca de 90 pessoas num hotel em Lisboa. E o que cozinharia ele para António José Seguro e para André Ventura? Poderá um dia candidatar-se a Presidente da República ou prefere abrir um restaurante? Estas e outras perguntas respondidas sem papas na língua.
Conhecem-se há quase 40 anos, por isso mesmo, Jorge Rebelo de Almeida, presidente do Grupo Vila Galé, não teve dúvidas sobre quem seria a figura pública ideal para protagonizar a primeira edição do evento “Cozinheiros Inevitáveis”, que se realizou no passado sábado, dia 7, no Vila Galé Ópera, em Lisboa: “Uma das razões para ser ele é porque é um querido amigo, um cozinheiro e um grande gourmet. Mas não só. Falo também do seu percurso de vida, é um grande presidente de câmara, um dos modelos para o país. Ele é um homem da primeira linha”.
Na verdade, quando chegámos, lá estava Isaltino Morais, de jaleca e sorriso aberto, na primeira linha… do fogão. Toda a gente lhe conhece o talento para a gastronomia.
“Gosto muito de cozinhar”
Ainda assim, o político começou por explicar que esta foi, de facto, uma experiência diferente: “Eu já cozinhei em cozinhas grandes, na câmara temos uma grande cozinha, mas é a primeira vez que o faço num hotel. E é uma maravilha ser chef aqui. Porque mandei para cá as carnes de manhã e quando cheguei, às quatro e meia da tarde, as carnes estavam todas cozidas. Estão aqui prontinhas, está tudo impecável”, disse, acrescentando que cozinhar é para ele “uma terapia extraordinária. É talvez a única situação em que eu, de alguma forma, esqueço os problemas que tenha na vida. Gosto muito de cozinhar. Cada cozinheiro tem o seu segredo, não é? O que é preciso é primeiro gostar de cozinhar e depois gostar de pessoas. Porque, para o político, a satisfação é ter votos. Para o cozinheiro, digamos que a sua gratificação é o elogio do cliente. Nessa medida, acho que cozinhando para as pessoas, se pretendemos que elas gostem, que elas elogiem, temos de gostar delas. Quem não gosta de pessoas é, de certeza, um péssimo cozinheiro.”
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Texto: Neuza Gomes; Fotos: Helena Morais.