Catarina Furtado Já foi ouvida após queixa e isto foi o que a apresentadora disse
Catarina Furtado pode enfrentar até seis meses de prisão se se confirmar que fez propaganda eleitoral em dia de eleições.
A Comissão Nacional de Eleições está a analisar a eventual abertura de um processo contra Catarina Furtado, que pode mesmo enfrentar pena de prisão até seis meses.
Em causa está o facto de a apresentadora da RTP ter publicado neste domingo, 8 de fevereiro, dia da segunda volta das eleições para a Presidência da República um vídeo (entretanto removido) onde refletia sobre a importância do voto em contexto eleitoral.
Catarina Furtado já foi ouvida
Apesar de não mencionar qualquer partido ou candidato, o testemunho foi interpretado por alguns como uma tomada de posição política, o que motivou uma queixa formal junto da Comissão Nacional de Eleições, segundo avança o jornal Correio da Manhã.
De acordo com a mesma publicação, a CNE considerou existirem indícios de que o conteúdo poderia configurar propaganda eleitoral em dia de eleições, algo proibido por lei. A apresentadora já foi ouvida e garantiu que “não era a sua intenção” fazer qualquer tipo de propaganda.
O que se segue?
O caso segue agora para os serviços jurídicos da Comissão Nacional de Eleições, que irão analisá-lo detalhadamente. Posteriormente, poderá avançar para “um processo para apreciação do plenário, através da Comissão Nacional de Eleições”, refere o Correio da Manhã.
Segundo uma fonte da CNE citada pela mesma publicação, existem atualmente dois cenários em cima da mesa. O primeiro passa pelo arquivamento do processo, caso se conclua que não houve infração. O segundo, mais grave, poderá ocorrer se forem identificados “há fortes indícios” de propaganda eleitoral no próprio dia das eleições. Nesse caso, o processo será remetido ao Ministério Público.
Texto: Tomás Cascão; Fotos: Arquivo Impala & Redes sociais