Montenegro afirma que PR vai testemunhar no terreno o esforço que está a ser feito

O primeiro-ministro afirmou que o Presidente da República vai poder testemunhar hoje e na quarta-feira, no terreno, o esforço que está a ser feito para repor rapidamente a normalidade nas zonas atingidas pela depressão Kristin.

Montenegro afirma que PR vai testemunhar no terreno o esforço que está a ser feito

Luís Montenegro assumiu esta posição no Palácio de Belém, numa declaração sem perguntas dos jornalistas, após ter estado reunido com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

“O senhor Presidente da República vai também ele, hoje mesmo e amanhã [quarta-feira], estar em visitas, acompanhado por membros do Governo. Vai também poder constatar precisamente o esforço que todos estão a fazer, departamentos da administração central, autarquias locais, instituições sociais, empresas e muitos cidadãos de forma individual e voluntária”, sustentou.

Segundo o primeiro-ministro, está a ser feito “o maior esforço possível para que a normalidade volte rapidamente à vida das pessoas, em particular daquelas que estão com maiores problemas nas suas dinâmicas e rotinas diárias, como sejam ainda não terem acesso ao fornecimento de energia elétrica, ou ao abastecimento de água, ou não terem ainda as suas comunicações normalizadas”.

Inicialmente, houve a indicação de que o Presidente da República iria falar aos jornalistas no final da reunião com o primeiro-ministro. Depois, 20 minutos antes do fim da reunião, foi comunicado que apenas o primeiro-ministro prestaria declarações.

Após esta audiência com o primeiro-ministro, o chefe de Estado vai ao velório do cineasta João Canijo e segue para zonas afetadas pelas tempestades, começando pelo município de Ourém.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

   A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados. Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

 

PMF // SF

By Impala News / Lusa

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