Exército com perto de 1.200 militares e mais de 200 viaturas no terreno

Perto de 1200 militares do Exército e 222 viaturas estão hoje no terreno em operações de apoio às populações na região Centro, afetada pela passagem da depressão Kristin, segundo aquele ramo militar.

Exército com perto de 1.200 militares e mais de 200 viaturas no terreno

Num balanço divulgado a meio da tarde, o Exército refere em comunicado que estão mobilizados, em quatro distritos e 13 municípios, um total de 1.171 militares, 122 viaturas pesadas, 12 máquinas de engenharia, 15 geradores, 16 motosserras, 5 ‘Starlink’ (satélites para fornecer internet) e 1 módulo de comunicações.

Em Leiria, especifica o comunicado, o Exército “assegura intervenção e limpeza, engenharia, comunicações, energia e apoio logístico, com a finalidade de mitigar os impactos das cheias, remover escombros e obstáculos, restabelecer a mobilidade, reforçar comunicações e energia e garantir apoio logístico a infraestruturas e serviços essenciais”.

Para o concelho de Leiria, detalha-se, estão destacados três pelotões de desobstrução e limpeza, na Marinha Grande estão dois destacamentos de engenharia, um módulo de alojamento para 80 pessoas, equipa de comunicações e quatro patrulhas de vigilância e dissuasão e em Vieira de Leiria está empenhado um destacamento de engenharia.

O Exército destacou ainda militares para os municípios de Figueiró dos Vinhos, Pombal e Alvaiázere, com a mobilização de pelotões de remoção de escombros e limpeza, equipas de intervenção, desobstrução e limpeza e módulos de comunicação.

“O Exército Português continuará a acompanhar a evolução da situação, mantendo prontidão para reforçar o apoio sempre que solicitado pelas autoridades competentes”, lê-se no comunicado.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

TS (ARL) // SF

By Impala News / Lusa

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