Número de mortos devido ao mau tempo em Moçambique sobe para 47 – Governo

O número de mortes devido ao mau tempo em Moçambique subiu de 44 para 47 e mais de 90 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas desde outubro, informou hoje o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades.

Número de mortos devido ao mau tempo em Moçambique sobe para 47 - Governo

Maputo, 02 fev (Lusa) – O número de mortes devido ao mau tempo em Moçambique subiu de 44 para 47 e mais de 90 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas desde outubro, informou hoje o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).


“Neste cenário, tivemos o registo de 47 óbitos e, grande parte, devido às descargas atmosféricas”, disse o porta-voz do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), Paulo Tomás, hoje à imprensa, à margem de um encontro do Conselho Coordenador de Gestão de Calamidades (CCGC) em Maputo.


De acordo com o porta-voz do INGC, o Governo moçambicano, juntamente com os seus parceiros, pretende realizar um estudo para avaliar as causas das mortes por descargas atmosféricas, que tendem a crescer nos últimos tempos durante a época chuvosa em Moçambique.


No total, segundo os dados preliminares do INGC, desde outubro, 9 mil casas foram totalmente destruídas e outras 24 mil parcialmente danificadas em resultado das chuvas e ventos fortes que assolam algumas regiões de Moçambique.


Apesar destes danos, o porta-voz do INGC disse que alguns centros de acomodação já foram desativados como resultado do trabalho que o Governo está a realizar em coordenação com os seus parceiros, apontando, a título de exemplo, a província de Inhambane, sul de Moçambique.


“Tínhamos centros de acomodação criados, em Govuro, Inhambane Ceu e cidade da Maxixe, mas já foram descativados. Na província de Inhambane, as famílias receberam talhões e ‘kits'”, afirmou o porta-voz.


Em janeiro, as autoridades moçambicanas decretaram o alerta laranja na sequência da chuva e dos ventos fortes que se fazem sentir no país e que atingiram fortemente, nas últimas semanas, as províncias de Maputo, Gaza, Inhambane e Nampula.


O alerta laranja decorre em paralelo com o alerta vermelho, que se mantém para garantir a assistência, em alguns pontos do país, a mais de 1,5 milhões de pessoas afetadas pela seca ao longo do ano passado e que se encontram em situação de insegurança alimentar.



EYAC // EL

By Impala News / Lusa