Manifestantes iranianos em Lisboa pedem ao Governo que expulse representantes da República Islâmica

A organização de um protesto contra o regime persa que está em curso frente à embaixada do Irão em Lisboa pediu hoje ao Governo português para expulsar os representantes da República Islâmica em território nacional.

Manifestantes iranianos em Lisboa pedem ao Governo que expulse representantes da República Islâmica

“Esta é uma resposta necessária e fundamentada a graves violações dos direitos humanos e um passo concreto para garantir que a impunidade não prevalece”, defendeu um porta-voz da Iranianos em Portugal, numa mensagem lida em nome dos manifestantes.

A comunidade pediu ainda à comunidade internacional que respeite a “coragem e a voz do povo iraniano”, condenando “os ataques a hospitais e a civis desarmados e exigindo responsabilização pelos crimes contra a humanidade, ao abrigo do direito internacional”.

Mais de uma centena de pessoas estão reunidas frente à embaixada do Irão em Lisboa em solidariedade com os manifestantes que se têm concentrado, nas últimas duas semanas, em várias cidades de Teerão, inicialmente para contestar o custo de vida e, depois, para exigir a queda do regime.

Os protestos têm sido reprimidos com violência pelas autoridades, tendo o líder supremo, o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, garantido na sexta-feira que o país “ia iniciar” uma repressão.

No sábado, o procurador-geral do Irão avisou que qualquer pessoa que participe nos protestos será considerada “inimiga de Deus”, acusação punível com pena de morte.

Na quinta-feira, as autoridades desligaram a Internet e o sinal de telemóveis em todo o país, na sequência de uma grande manifestação em Teerão e depois de terem sido publicados nas redes sociais vídeos que mostravam uma multidão em protesto.

A organização de defesa dos direitos humanos Iran Human Rights disse ter registo de pelo 192 manifestantes mortos nestas últimas duas semanas, alertando, no entanto, para a probabilidade de o número ser muito maior, já que a contagem torna-se muito difícil sem Internet.

PMC // EJ

By Impala News / Lusa

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