Maycon Ex-inspetor da PJ sobre cremação do corpo: “É precipitado”

O antigo inspetor da PJ, Manuel Rodrigues, defende que é prematuro proceder-se já à cremação do corpo.

Maycon Douglas foi encontrado morto na Praia do Sul, na Nazaré, no dia 7 de janeiro, após ter desaparecido a 31 de dezembro de 2025.

A autópsia ao jovem de 25 anos indicou que a causa da morte terá sido afogamento. O ex-inspetor da Polícia Judiciária e comentador Manuel Rodrigues analisou o caso e reafirmou que acredita tratar-se de suicídio. “Desde o início que se levantaram várias hipóteses e eu sempre achei que, provavelmente, esta hipótese de suicídio seria aquela mais aceitável face à situação, face à forma como esta projeção da viatura para a água ocorreu”, começou por explicar. Para tal, deu conta de “vários indícios que apontavam para uma ação provocada pelo próprio”.

“A cremação acaba com essa hipótese”

Sobre a conclusão da autópsia, o comentador acrescentou que “parece apontar um pouco nesse sentido [de suicídio]. A autópsia foi feita, foi concluída e necessitou de exames complementares, os quais terão sido pedidos e vamos ter de aguardar pelo resultado dos mesmos. Especular mais do que isso eu acho que não deveríamos fazer”, sublinhou.

Já sobre o funeral (que decorreu neste momento) considera que poderia ter esperado mais uns dias. “Foi um pormenor que eu reparei. Eu penso que está afastada a hipótese de crime (se essa hipótese de crime estivesse muito evidente, uma probabilidade muito grande, não autorizariam uma cremação num espaço tão breve). Mesmo assim, estando afastada essa hipótese, o resultado da toxicologia pode-nos apresentar vários cenários e pode amanhã levantar-se, por qualquer dúvida, a necessidade de aprofundar os exames complementares e a cremação, como dizias e muito bem, acaba com essa hipótese. Penso que é um bocado precipitado“.

Texto: Tomás Cascão; Fotos: Redes sociais

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